|

 Confirmados

 Suspeitos

 Recuperados

 Mortes

A+ / A-

PSD. Rangel pede “oposição mais agressiva"

31 mar, 2016 - 08:53

"É preciso um novo fôlego para um novo tempo", defende o eurodeputado, que quer “trazer para o partido os portugueses que emigraram nos últimos cinco anos”.

A+ / A-

O eurodeputado Paulo Rangel considera que o congresso do PSD do próximo fim-de-semana tem de "ser o ponto de arranque para uma oposição mais agressiva ao Governo, sem esperar por eventuais ajudas" de Belém.

Em entrevista ao jornal “Público”, o social-democrata diz que "está nas mãos dos congressistas, e também da liderança, fazer do congresso o momento de retoma de uma oposição mais agressiva, que já poderia estar em marcha desde a eleição do Presidente da República".

O congresso realiza-se entre sexta-feira e domingo, em Espinho, e Paulo Rangel considera que deveria marcar o início de uma intervenção reforçada por novas caras e com nova agenda.

"Precisamos de duas coisas: de um conjunto de rostos que falem pelo partido, que em certo sentido poupem o próprio líder a uma intervenção quase diária; e de uma agenda reformista, que eu concentraria num ponto, que até tem que ver com uma certa autocrítica sobre aquilo que foram os nossos últimos quatro anos e meio", afirma ao jornal.

Nesse sentido, "é preciso reactivar um conjunto de porta-vozes, para que as intervenções do líder sejam valorizadas em função da diferente gravidade dos assuntos".

"Este é um aspecto importantíssimo que exige a renovação da equipa, porque implica trazer rostos novos. Não sei se é um ‘Governo-sombra’, se é uma equipa de porta-vozes. Serão pessoas que têm uma história no PSD recente ou que não têm estado tão envolvidas politicamente e há ainda outras que têm de ser recuperadas", esclarece.

Questionado sobre se Pedro Passos Coelho é o homem certo para essa reinvenção, o eurodeputado, professor e advogado sublinha ser "bom que alguém que foi líder e que primeiro-ministro possa continuar a ser líder e vir a ser primeiro-ministro".

"É essa a tradição em muitos países e é essa a tradição portuguesa. Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Mário Soares perderam as eleições e ninguém se lembrou de os pôr em causa. No caso de Passos Coelho, até ganhou as eleições", sustenta.

Outra ideia de Paulo Rangel “passa por trazer para o partido aqueles portugueses que emigraram nos últimos cinco anos. Mas, para isso, tem de haver uma secretaria geral do partido a incentivar", considera.

Questionado sobre se a coabitação entre um Governo PS e um Presidente da República que é do PSD não pressiona o próprio partido a fazer uma oposição de uma maneira diferente, o eurodeputado diz que a "variável presidencial é uma variável independente".

"O PSD não deve pedir, nem esperar nada do Presidente. O Presidente tem de fazer aquilo que lhe compete. Não temo de esperar nada do Presidente. Nem nós, nem o PS".

Na entrevista, Paulo Rangel afasta uma eventual candidatura à liderança do PSD em 2017, considerando "haver muita gente com valor para isso” – por exemplo, Rui Rio, que já disse que não irá ao congresso do partido.

“Vou ao congresso dizer o que penso. Se outros acham que não devem ir, é um problema deles", reage o eurodeputado.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Jorge
    01 abr, 2016 Lisboa 18:04
    É o renascimento do programa "vêm" moldado à imagem do paulo rangel que já não se livra da triste figura que fez no parlamento europeu como se tratasse dum pedinte de favores quem ninguem quer fazer, apoia passos coelho porque é politicamente correcto dentro do partido.
  • Para este personagem
    01 abr, 2016 Lx 08:38
    Oposição mais agressiva é discursar atentando a inteligência dos portugueses com o tipo de discurso que ele faz. É um verdadeiro xico esperto!...
  • Este tipo
    31 mar, 2016 Lis 16:57
    É a coisa mais nojenta que por aí anda na politica!...
  • Que lata
    31 mar, 2016 Pt 16:54
    Os portuguesese que o grande lider deste cavalheiro e figurão, mandou sair da zona de conforto e emigrar! Esta é que a verdade que esta pandilha agora pretende branquear! Este figurão é insuportável e nojento! É um artista de trapézio sem escrúpulos!
  • João Lopes
    31 mar, 2016 Viseu 10:26
    Uma oposição mais agressiva ao Governo? Não concordo. Deve haver sim uma oposição serena, sem gritos, mas racional e objetiva! Rui Rio tem competência para ser Presidente da Câmara do Porto… e chega.
  • serrano
    31 mar, 2016 covilhã 10:22
    este senhor deputado rancoroso foi para Bruxelas para supostamente defender Portugal e os Portugueses e o que tem feito é combater o povo que o mandou para lá .individuo sem escrúpulos que chega a pedir á comissão castigos financeiros contra Portugal só porque o Povo deu com os pés no partido dele.
  • Ze Povinho
    31 mar, 2016 Lisboa 10:18
    Ah! Ah! Ah! Quer trazer para o partido, os emigrantes que emigraram nos últimos anos??? Correram com os Portugueses e agora querem fazê-los voltar e apoiar o partido que os escorraçou? Caro Rangel: o problema do PSD, é que deixou de ser "SOCIAL e DEMOCRATA", pois durante a governação Passos Coelho e Paulo Portas, não houve nada de Social e nada de Democracia. Assistimos à destruição das questões Sociais e assistimos a uma ditadura, que foi esmagar e sacrificar os Portugueses em prol da corrupção, injustiça, falindo milhares de famílias em Portugal.