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Marcelo será "sempre defensor da liberdade religiosa"

09 mar, 2016 - 17:09

No primeiro dia do seu mandato, o novo Presidente da República participou numa cerimónia inter-religiosa na mesquita central de Lisboa, que juntou representantes de 18 confissões.
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O Presidente da República "será sempre um defensor da liberdade religiosa", declarou esta quarta-feira Marcelo Rebelo de Sousa, numa cerimónia inter-religiosa na Mesquita Central de Lisboa.

Num discurso perante representantes das várias confissões religiosas, Marcelo afirmou que "Portugal foi grande" sempre que se abriu ao outro e a outras culturas, civilizações e religiões.

“Que os próximos cinco anos sejam vividos sob o signo da mesma paz, justiça e fraternidade que as vossas palavras hoje aqui expressaram”, desejou o Presidente da República, que tomou posse esta quarta-feira.

O chefe de Estado apelou para que “o espírito" de diálogo inter-religioso manifestado nesta cerimónia na Mesquita Central de Lisboa sirva de exemplo para toda a vida nacional. "Que o vosso exemplo frutifique na cultura, educação, vida empresarial, cultural e política", salientou.

Nesta cerimónia participaram representantes de 18 confissões religiosas, entre os quais o cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e o xeique David Munir, imã da Mesquita de Lisboa.

"Foi um momento muito bonito de compreensão, que reuniu as diferentes igrejas e confissões em Portugal", afirmou o Presidente da República, aos jornalistas, quando deixava a Mesquita Central de Lisboa.

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  • João
    09 mar, 2016 Porto 20:05
    João 09 Mar, 2016 Porto 19:06 Exº Sr. Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Permita-me que manifeste o meu desagrado pelo fato de ter participado numa celebração religiosa na Mesquita, no dia da sua tomada de posse. Não será Vª Exª, assim como a maioria dos Portugueses, nado e criado á sombra da cultura Judaico-Cristâ? Não haverá em Lisboa um monumento religioso mais significativo da cultura Portuguesa para o efeito, no dia da tomada de posse de um presidente? Como posso concordar com tal decisão quando tenho a sensação de estar a ser tolerante com a intolerância? ser conivente com a cultura da negação da pluralidade? e subserviente com desígnios que não terão outro fim senão aniquilar a cultura Ocidental? Por favor explique se pretende menorizar, desde logo, a cultura na qual foi criado? Não me resigno!!! isto ficará como uma mancha no ilustre discurso da tomada de posse digno de um verdadeiro estadista. Com os meus mais respeitosos cumprimentos, desejo que o seu mandato fique para a História como um dos melhores de sempre.
  • CAMINHANTE
    09 mar, 2016 LISBOA 18:23
    O novo PR é sábio em diplomacia. Um homem de rara inteligência. Claro que, como princípio basilar da nossa civilização Europeia / Ocidental, todos devemos ser adeptos da liberdade religiosa... mas convém não deixar de estarmos bem atentos aos que, pela Religião, não estão propriamente interessados na liberdade religiosa, quando assumem o Poder de liderança dos povos... e todos sabemos quem não está interessado na liberdade religiosa em certos Países estruturalmente confessionais. Amigos, amigos, mas nada de confianças excessivas...
  • Pedro
    09 mar, 2016 Bencatel 18:23
    As imagens acima mostram alguns dos actos da peça de teatro montada pela imprensa tendo como primeiro actor Marcelo de Sousa.
  • Marteladas
    09 mar, 2016 Sé Velha 18:01
    "Habemus Papam", esta cerimónia mais pareceu ou parece a "eleição de um novo Papa, do que a de um PR! Uma coisa impressionante a quantidade de padres, bispos, beatos e beatas. Quem nos acode?
  • António Costa
    09 mar, 2016 Cacém 17:57
    "...liberdade religiosa..." é preciso dizer? Está, numa Mesquita, não está? Em Roma existe também existe uma Mesquita, que ao que parece é só a maior da Europa....Se está tão "preocupado" com a "liberdade religiosa" era melhor "começar" pelos países em que ela não existe, não acha?