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Passos não pede eleições, mas quer voltar a governar

01 mar, 2016 - 17:30 • Eunice Lourenço , Paula Caeiro Varela

Na moção com que se apresenta às eleições no PSD, Passos admite que o actual Governo pode ser mais resistente “do que muitos esperam”.

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Pedro Passos Coelho não defende “o permanente recurso a eleições antecipadas” e até admite que o actual Governo pode ser mais resistente “do que muitos esperam” e não levar o país a uma crise como a de 2011. Ainda assim, o líder do PSD espera voltar a liderar um governo. É o que diz na moção de estratégia que apresenta ao congresso do PSD, marcado para os dias 1, 2 e 3 de Abril, em Espinho.

“O PSD não deixará de estar sempre preparado para reassumir responsabilidades de governo, se a isso vier a conduzir o esgotamento da solução de governo protagonizada pelo Partido Socialista”, escreve Pedro Passos Coelho, o único candidato às eleições directas no PSD que se realizam no próximo sábado.

“O PSD reafirma hoje, apenas, que nas decisões que vier a tomar em contexto de falência e esgotamento da actual solução maioritária, tomará sempre em conta as circunstâncias reais do país e decidirá no respeito pela sua visão do que então se apresentar como sendo o superior interesse nacional. E que não é por estar hoje na oposição que passará a defender o permanente recurso a eleições antecipadas ou a instabilidade política como método de afirmação política”, continua Passos Coelho na moção intitulada “Compromisso reformista”.

De seguida, o ex-primeiro-ministro admite que o Governo de António Costa “sobreviva às contradições dos partidos que o suportam” e até se mostre “mais coeso e resiliente do que muitos esperam”.

Mais: Passos admite que a governação desta maioria, embora aposte “no populismo e no facilitismo”, não acabe “necessariamente no retorno à insustentabilidade económica e financeira com o estrondo que acabou em 2011”. Mas, continua, Costa deixará o país “em circunstâncias mais vulneráveis e com maiores desequilíbrios”. E “o país sempre continuará a precisar de uma alternativa liderada pelo PSD".

Histórias “muito mal contada"

O assunto da austeridade é “uma história muito mal contada”, diz Passos, apostado em desfazer a “ideia distorcida” de que o Governo PSD-CDS quis ir além da troika.

“O PSD necessita, também de modo descomplexado, assumir com dignidade o trabalho que realizou enquanto esteve no governo e transmitir aos portugueses as linhas essenciais do projecto que defende para Portugal e as melhores formas de o poder executar”, escreve.

Se estivesse no Governo, Passos estaria a cumprir o programa que levou às eleições, a avaliar as reformas que fez ao longo dos últimos quatro anos e a avançar para “uma segunda geração de políticas estruturais que abrissem caminho a um aceleração maior na construção de uma sociedade mais aberta e cosmopolita”.

O líder social-democrata percorre a história do partido para reafirmar os valores de liberdade, da igualdade, da limitação do Estado e da primazia da sociedade.

No que diz respeito aos desafios políticos e eleitorais, Passos Coelho define a vitória nas eleições regionais dos Açores e nas autárquicas de 2017 como metas estratégicas. “O PSD tem a aspiração de voltar a ser, em 2017, o maior partido no mundo das autarquias, conquistando o maior número de presidências de câmara e voltando a desempenhar, simbolicamente, a presidência da ANMP” (Associação Nacional de Municípios Portugueses), escreve Passos, que remete para mais tarde a definição de uma orientação estratégica para essas eleições.

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  • fanã
    02 mar, 2016 aveiro 16:25
    Está cada dia que passa a ser "PIEGAS" !!!
  • Luis
    02 mar, 2016 Lisboa 07:17
    Já que gostas tanto de governar porque não emigras para a Guiné Bissau? Como soba de uma tabanca no mato? Será que tens competência para tal?
  • Pedro
    01 mar, 2016 Lisboa 21:55
    Não vejo mal nenhum no bloco ou no pcp até agora estão a comportar-se de forma bastante decente não tem nada a ver com o discurso de fim do mundo como muitos andarama fazer, só espero que não se deixem de ir na onda de estar sempre a exigir e a exigir para depois nas eleições cada um puxar a brasa à sua sardinha que são bem capazes de perder votos com isso.
  • rosinda
    01 mar, 2016 palmela 20:55
    o actual governo e resistente! Mas tem que obedecer ao bloco e ao pcp.
  • manel
    01 mar, 2016 AVEIRO 20:44
    penso nunca mais será primeiro ministro, e que Deus nos ouça, mas este também não é melhor todos juntos no mar alto
  • csoares
    01 mar, 2016 porto 20:22
    Esquizofrenico compulsivo, trapaceiro mentiroso imoral sem vergonha, tudo que um ser humano não deve ser e muito menos ter pretensoes a ser outra vez governo ja bastou foi um terror um atentado aos direitos do cidadao portugal precisa de gente honesta no governo, gente que no leve longe, não mediocres incultos.
  • Paulo
    01 mar, 2016 vfxira 20:15
    O seu tempo,passou,vai ser muito difícil voltar a governar e até no partido será uma questão de tempo que se manterá na presidência.O povo português geralmente é inteligente e nunca cai no erro duas vezes,também é bom para a democracia ir variando.
  • neca
    01 mar, 2016 Viseu 19:42
    Este senhor ainda não se apercebeu que a maioria dos portugueses não o quer como 1º ministro, dá o lugar a outro para ver se o PSD consegue.
  • Alberto José
    01 mar, 2016 Lisboa 19:01
    Tal é a ansia de poder que já não consegue dessimular mais, que está ansioso que tudo corra mal ao actual governo . Pretende continuar o trabalho inacabado, o de delapidar ainda mais os portugueses.
  • Luis
    01 mar, 2016 Lisboa 18:37
    Emigra. Faz-te à vida pois estamos todos fartos das tua idiotices. Era já altura de procurar um trabalhito serio e a serio. Sempre dependente de um partido que já foi respeitado e que agora é ridicularizado por tudo e por todos já chega. Contigo e com a restante tralha PaFalhada o PSD está condenado a desaparecer. Dá o lugar a outro com as qualificações que não tens e que nunca terás.