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Manifesto defende despenalização da morte assistida

06 fev, 2016 - 14:27

Os signatários pedem que seja possível antecipar ou abreviar a morte de doentes em grande sofrimento e sem esperança de cura.
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Políticos de vários quadrantes, cientistas, médicos e artistas assinam um manifesto em defesa da despenalização da morte assistida.

Os signatários pedem, no manifesto publicado este sábado na imprensa, que seja possível antecipar ou abreviar a morte de doentes em grande sofrimento e sem esperança de cura.Este é um tema polémico, como mostram, desde já, as declarações à Renascença do presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes.

A morte assistida inclui a eutanásia, quando o médico administra o fármaco letal, e o suicídio medicamente assistido, quando é o próprio doente a tomar o fármaco, explica o documento agora divulgado e que defende a despenalização da morte assistida.

Os signatários defendem o direito a morrer com dignidade para os doentes que já sabem que estão condenados.

Entendem que nestas circunstâncias a morte assistida é um acto de beneficência.

Defendem ainda que a criminalização da morte assistida no código penal fere os direitos fundamentais relativos às liberdades.

Dizem ainda que a morte assistida não entra em conflito nem exclui o acesso aos cuidados paliativos, mas reconhecem que estes cuidados não eliminam por completo o sofrimento em todos os doentes nem impedem por inteiro a degradação física e psicológica.

Da lista de signatários destacam-se Paula Teixeira da Cruz, ex-ministra da Justiça; o antigo presidente da Câmara do Porto, Rui Rio; e Sobrinho Simões, que recentemente foi classificado pelos seus pares como o patologista mais influente do mundo.

Também Sampaio da Nóvoa, o advogado Rogério Alves e muitos políticos assinam o documento ao lado de médicos, entre eles Francisco George, director-geral da Saúde.

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  • António Moura
    08 fev, 2016 Lisboa 17:24
    O direito à Dignidade é inalienável. Morrer com Dignidade é uma escolha de um Ser Humano que sabe estar condenado, em sofrimento, e porque em dependência, fazendo sofrer os seus Afectos. É um acto Humano, Inteiro e Livre. Apoio este Manifesto (que não impõe este acto a ninguém).
  • Paulo Andrade
    08 fev, 2016 lISBOA 15:59
    Se eu decidir morrer, porque na vida só me resta dor e sofrimento, porque raio não posso eu morrer ? Porque raio é que esta escolha não pode ser minha ???? A vida não é minha ? O corpo não é meu ?? Preocupem-se mas é com quem morre sem pedir e sem querer.Que é o caso de quem é assassinado.Presumo que as pessoas deviam preocupar-se é com quem tira a vida a outro, com quem assassina pessoas.Se alguém me matar sem que eu queira, arranjam logo uma série de desculpas para o desgraçado (ou tava bêbedo, ou drogado , ou é pobre, blá...blá...).
  • João Lopes
    08 fev, 2016 Viseu 08:58
    João Paulo II: «Reivindicar o direito ao aborto, ao infanticídio, à eutanásia, e reconhecê-lo legal-mente, equivale a atribuir à liberdade humana um significado perverso e iníquo: o significado de um poder absoluto sobre os outros e contra os outros. Mas isto é a morte da verdadeira liberdade». Legalizar a Eutanásia, significa legalizar o suicídio assistido. E quando a vida não é respeita-da/defendida/protegida, em todas as circunstâncias, em especial nos momentos de maior dependência e fragilidade, é possível encontrar justificação para todos os crimes, porque a vida humana deixou de ter valor…
  • rosinda
    07 fev, 2016 palmela 13:34
    Os medicos ja o fazem quando em casos sem solucao desligam maquinas de suporte de vida!
  • Maria Cunha
    06 fev, 2016 Figueira da Foz 18:58
    Estou de acordo com o manifesto.Defendo que o ser humano tem o direito de morrer com dignidade e não sofrer para morrer!
  • Lino Moreira
    06 fev, 2016 MAIA 17:43
    Uns acreditam que "sete virgens" os esperam...Será que alguém já veio dizer que a seguir à eutanásia não há dor superior? Não..não sou beato nem teólogo...mas gostava de ver respeitadas também as convicções e as susceptibilidades dos que têm credo na misteriosa vida além da morte! Têm (os pacientes) a certeza do que será? Pensem nisso...obrigado!
  • Jaime Menezes
    06 fev, 2016 Paço de Arcos 17:32
    É tempo de se deixar de hipocrisias e compreender que cada um tem o direito inalienável de decidir por si, sem depender de nada nem de ninguém e, também, se se perdeu, sem retorno, qualquer contacto com a realidade, os seus familiares mais próximos, em conjunto, deverão poder decidir a sua morte assistida