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​Recepção de refugiados em causa no norte da Europa

30 jan, 2016 - 14:31

Como sempre às sextas-feiras, olhamos para os temas fortes da semana que está a terminar. E a semana fica claramente marcada pelas medidas adoptadas pelos países nórdicos para tentarem travar a imigração. Mas também pelo primeiro ano do programa Erasmus+ e pelas medidas para evitar novos casos como o da Volkswagen.
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Revista de Imprensa de temas europeus (29/01/2016)
Revista de Imprensa de temas europeus (29/01/2016)

A Dinamarca aprovou o confisco de bens a quem pede asilo. A Suécia vai expulsar entre 60 a 80 mil migrantes. Ou seja, cerca de metade das pessoas que chegaram ao país e pediram asilo vão ver o pedido recusado. Para Francisco Sarsfield Cabral, especialista da Renascença em Assuntos Europeus, são medidas polémicas que, no fundo, “visam desmotivar futuros pedidos de asilo” e, na prática, estes países vão passar o problema dos refugiados para outros países”. Esta é uma situação que mostra, por um lado, o falhanço da política para os refugiados da União Europeia, e, por outro, a necessidade urgente de se encontrar uma saída para este problema.

Um ano de Tsipras

Na Grécia, principal ponto de entrada de refugiados na Europa, Alexis Tsipras comemorou este mês um ano como Primeiro-ministro. Em directo no programa de hoje tivemos Nicolau Hidiriglou, jornalista grego de origem portuguesa. Com ele analisámos se Tsipras foi “a revolução que prometeu ou uma desilusão” e, com um referendo de permeio ao plano de austeridade imposto pelos credores e mais umas eleições Legislativas, tentámos caracterizar a actual política de Alexis Tsipras.

Para que o caso VW não se repita

Bruxelas vai apertar as regras de supervisão das emissões poluentes: quer testes mais rigorosos e os fabricantes a cumprir todos os limites impostos pela União Europeia. Várias marcas automóveis ficaram sob suspeita após o escândalo da Volkswagen, que rebentou a 18 de Setembro, quando se percebeu que a construtora alemã instalara um “kit” que permitia enganar os testes de emissões.

A Comissão Europeia decidiu, assim, esta semana, endurecer as regras contra a indústria automóvel na sequência do caso que envolve a Volkswagen, logo o maior construtor automóvel europeu, como explicou o correspondente em Bruxelas, Vasco Gandra.

A Volkswagen assumiu ter colocado um software em onze milhões de automóveis a nível mundial, dos quais 8,5 milhões na Europa. Já este ano, foi revelado que a francesa Renault apresentava modelos que não cumpriam as regras de emissões, embora não tenha havido uma manipulação intencional. A marca vai chamar 15 mil carros às oficinas.

Erasmus+ em tempo de balanço

O programa Erasmus+ concedeu 650 mil bolsas de mobilidade desde que foi criado, há um ano, e só em Portugal foram mais de 7 mil. Os dados foram revelados esta semana pela Comissão Europeia. Ao fim de um ano, fez-se o balanço deste programa apoiado por Bruxelas e que pretende apoiar a modernização dos sistemas de educação, formação e juventude e, ao mesmo tempo, melhorar as competências dos estudantes, as perspectivas de emprego e a entrada activa na sociedade.

A Comissão Europeia gastou qualquer coisa como dois mil milhões de euros só neste primeiro ano e, para já, diz que “foi um êxito”. No entanto, o programa Erasmus+ vai estar em vigor até 2020. Ao todo, implica um gasto de 14.700 milhões de euros. E espera-se que venha a proporcionar - a mais de quatro milhões de europeus - oportunidades de estudar, fazer formação, ganhar experiência de trabalho e fazer voluntariado no estrangeiro.

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