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​Funchal quer mais turistas e com vontade de voltar

13 jan, 2016 - 04:06 • Ana Carrilho

Plano Estratégico pretende elevar o grau de satisfação e ser catalisador do turismo da Madeira, apresentar um produto diferenciado e tornar o Funchal numa marca turística mundial.

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Um milhão e 400 mil turistas em 2017, mais 250 mil do que os que visitaram a capital madeirense o ano passado, é o objectivo do Plano Estratégico de Turismo da autarquia para os próximos dois anos, apresentado esta terça-feira em Lisboa pelo presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo.

Elevar o grau de satisfação dos turistas de 70% para 80% é outro objectivo do Plano, que pretende ser o catalisador do turismo da Madeira, apresentar um produto diferenciado e tornar o Funchal numa marca turística mundial.

Se ficarem mais satisfeitos com a estadia, têm vontade de voltar e de ficar mais do que os actuais 5 a 7 dias, em média. Isso pode ser conseguido com a oferta de experiências únicas, frisa Paulo Cafôfo.

Ao clima, paisagem e flora característica da ilha, junta-se a praia e o mar, que o Plano Estratégico de Turismo quer potenciar. Além da cultura, património, gastronomia, vinhos e eventos que trazem à “pérola do Atlântico” centenas de milhares de turistas, em cruzeiros ou de avião.

Arquipélago aposta no turismo inclusivo

“A Madeira é quase toda um Spa”, afirma o autarca, para justificar a aposta no turismo de saúde e bem estar. Mas também no turismo inclusivo, destinado às pessoas com capacidades físicas reduzidas.

“É um nicho de mercado que ainda não foi explorado na Madeira, que pode trazer pessoas com poder de compra mais elevado e que vêm acompanhadas. Ou seja, uma mais-valia em relação às receitas. É muito dinheiro, neste momento, a circular na Europa”, afirma Paulo Cafôfo.

Vão ser preparados roteiros para a inclusão, melhorar a mobilidade e a informação. Uma área que precisa muito trabalho nos próximos dois anos para criar as condições para poder receber estes turistas.

80 milhões de euros em projectos à procura de apoio europeu

Em declarações à Renascença, o presidente da Câmara do Funchal revelou que, neste momento, há vários projectos no valor global de 80 milhões de euros que esperam comparticipação dos fundos comunitários em 85%. E deu como exemplo, a renovação do Museu Municipal de História Natural, avaliado em 3 milhões de euros, o aproveitamento do cais do carvão para a realização de eventos, que vai custar 600 mil euros; ou o antigo matadouro que vai ser transformado num centro de inovação e criatividade para a cultura e turismo, com um custo estimado de 3,5 milhões de euros.

Para potenciar a marca “Funchal” a autarquia vai investir nas diversas formas de informação: roteiros, mapas, “apps”, sinalética, postos de turismo e no portal do turismo e eventos.

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