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Socos e bastonadas. Agentes da PSP acusados por agressão

30 dez, 2015 - 18:10

Acusação fala em socos e bastonadas numa acção de formação em Abril de 2013.

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O Ministério Público (MP) acusou um subcomissário, um chefe e um agente da PSP de agredirem dois outros polícias durante um curso de formação, realizado em 2013, na Unidade Especial de Polícia, em Belas, Sintra.

O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP organizou, em Abril de 2013, o primeiro curso de Técnicas de Intervenção Policial para Equipas de Intervenção Rápida, sobre o uso da força pelos polícias.

Segundo o despacho de acusação do MP, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o curso, composto por diversos módulos, teve como director o subcomissário e entre os formandos estavam os dois ofendidos.

Um dos módulos, denominado Técnicas de Utilização de Bastão e Ordem Pública, conhecido entre as forças policiais por "Red Man", tinha como objectivo provocar cansaço físico e pressão psicológica ao formando, de modo a forçá-lo a utilizar o bastão numa situação tão próxima quanto possível do real.

Este módulo foi ministrado na tarde de 5 de Abril de 2013. No decorrer do exercício, os dois arguidos vestiam um fato especial de protecção, normalmente utilizado por tratadores de cães, estavam equipados com capacete e luvas de boxe e um deles simulava ser uma pessoa alterada e agressiva.

Socos, bastonadas

O MP relata que durante a instrução, ministrada numa sala, o chefe da polícia aproximou-se de um dos ofendidos e "desferiu duas bastonadas na perna direita", enquanto um outro arguido, agente policial, surgiu por trás da vítima e "desferiu-lhe um soco na face direita".

A acusação acrescenta que os dois arguidos continuaram a "desferir diversos socos na cara e na cabeça" do formando, que se limitou a "colocar as suas mãos em frente do seu rosto e cabeça, deixando de fazer uso do objecto tipo bastão que lhe fora entregue".

As lesões causadas a este polícia determinaram-lhe dez dias de doença.

De seguida, entrou na mesma sala o segundo ofendido, para passar pelo mesmo tipo de exercício, e, de acordo com o MP, também foi alvo de sucessivas "bastonadas na perna e de vários socos na cara e na cabeça".

A acusação sublinha que no momento em que a vítima se preparava para apanhar o bastão do chão, um dos arguidos "desferiu, com violência, um soco, atingindo-o no olho esquerdo".

O polícia teve de receber tratamento hospitalar, tendo ficado 15 dias de baixa médica e com dificuldades de visão durante cerca de um ano.

O MP sustenta que o subcomissário assistiu aos dois episódios de violência "sem nada dizer" aos outros dois arguidos, "nem interveio, não obstante poder tê-lo feito, desde logo atenta a sua patente e a qualidade de director do curso".

"Os arguidos sabiam que com as condutas descritas estavam a empregar mais força do que a que, no caso, se revelava necessária para cabal realização da acção de formação em causa; que com as mesmas extrapolavam o sentido e a utilidade da formação e que iriam molestar fisicamente os ofendidos, o que quiseram e conseguiriam fazer", salienta a acusação.

O MP decidiu arquivar os autos relativos a cinco outros formandos alegadamente agredidos.

Os arguidos, hoje com 33, 39 e 54 anos, estão acusados de dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.

Na sequência da investigação da Inspecção-geral da Administração Interna, o ministério aplicou ao subcomissário 121 dias de suspensão, ao chefe 45 dias e ao agente policial 20.

Comentários
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  • Manel Fernandes
    31 dez, 2015 Alverca 09:19
    Infelizmente são tiques de cobardia, quando é mesmo necessário um pouco mais de força, como é o caso de algumas etnias como as ciganas, que fazem o que querem, estes sres fingem que não vêm e fogem literalmente.
  • samuel enes
    30 dez, 2015 damaia 21:17
    coitadinhos tão tristes são uns como outros, dentro das vestimentas são os maiores, fora delas não passam de gentalha medíocre
  • Simões
    30 dez, 2015 lisboa 20:01
    Quem n~sao quer ser LOUBO,não lhe vista a PELE!.Como será possivel acusarem sempre a PSP por cumprir com seus deveres???.É sempre o mesmo,mas quando se veem aflitos chamam sempre a POLICÍA....Que falta de CIDADANIA....Respeitem para serem respeitados e nunca se metam onde não devem e CUMPRÃO A L E I !!!.
  • António Tomás
    30 dez, 2015 Pinhal Novo 19:57
    Isto até é surpresa . . . mas depois de ler a noticia nem para eles são bons, quanto mais para os de fora, e para eles todos de fora são inimigos, só o que tem de bom é quando nos defendem seja lá por que motivo for, porque de resto? não prestam para nada.