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Vida de Aristides de Sousa Mendes inspira “Uma praça em Antuérpia"

30 dez, 2015 - 10:35

Escritora brasileira ficou fascinada com a história do cônsul português e viajou por vários países para poder contá-la, o mais fielmente possível, no seu romance.
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O pano de fundo é um trágico período da história: a Segunda Guerra Mundial e o drama da fuga dos judeus perseguidos por Hitler. Neste palco, a figura de Aristides de Sousa Mendes assume protagonismo.

“Uma praça em Antuérpia” viaja entre 1916 e 2000 para contar duas histórias: uma de amor, a parte romanceada do livro, e outra do cônsul português em Bordéus que salvou milhares de vidas, emitindo vistos de entrada em Portugal.

“Já tinha ouvido falar do cônsul, mas não conhecia a fundo. À medida que fui pesquisando, fui ficando fascinada e achei que precisava de contar esta história”, revela à Renascença Luize Valente, a escritora e jornalista brasileira, autora do livro.

Fascinada pela história, por Portugal e pela figura de Aristides de Sousa Mendes, que “desafia o próprio Governo de Portugal, que impedia que aqueles vistos fossem dados”.

Para escrever “Uma praça em Antuérpia”, Luize fez um grande trabalho de pesquisa, viajando por países como Portugal, Bélgica, França e Espanha para ser o mais possível fiel à história da época que quis contar.

“Peguei nos factos históricos e inseri os meus personagens”, diz.

Mas manter o respeito à história num livro de ficção foi, segundo a escritora, um grande desafio, até porque a história da fuga à guerra repete-se agora com o drama dos refugiados da Síria e de outros países.

“Queria mostrar a agonia daquelas pessoas que precisavam de deixar um país, tinham de fugir e não tinham como sair. Uma situação um pouco parecida com a dos refugiados, mas tínhamos a Europa toda em guerra”, compara, considerando que o sofrimento, a angústia, a incerteza de quem perde tudo se repete agora, mantendo actual a história de Aristides de Sousa Mendes, um herói português.

A escritora já visitou a casa do cônsul português, que está a ser transformada em museu pelos seus netos. O objectivo é manter viva a memória de Aristides de Sousa Mendes.

Comentários
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  • Joao Batista
    22 set, 2016 Coimbra 00:03
    Embaixador de Portugal trava homenagem a Aristides de Sousa Mendes Judeus de Buenos Aires descontentes com a decisão do diplomata. Neto de Sousa Mendes classifica esta atitude de “fascista”. E diz que Silveira Borges “deveria cessar funções” “O único apoio que faltou foi justamente o da Embaixada de Portugal. Aquela que deveria ter apoiado com mais ênfase, disse que não com o seu silêncio. Primeiro não respondeu; depois fez gestões para proibir o ato”, explica Victor Lopes, o português autor do projeto. Lopes tinha a autorização de João Correa, diretor do filme “O Cônsul de Bordéus” (a ser transmitido no Museu do Holocausto na semana seguinte), que, em novembro passado, com o apoio da Fundação Sousa Mendes, apresentara o projeto de uma placa de homenagem na Praça Portugal na autarquia.
  • Francisco Caldas
    02 jan, 2016 Rj Brasil 15:02
    Um português de Alma e coração
  • Valentim Rodrigues
    30 dez, 2015 Casal do Marco 14:03
    Finalmente vamos ficar a saber quanto é qie Aristides Sousa Gomes levava por cada visto aos pobres dos refugiados.
  • Porconta
    30 dez, 2015 Porto 13:24
    Mas em Portugal o Presidente da Republica condecora os amigos que andaram a lixar os Portugueses e os comparsas do oportunismo e da roubalheira e escondem debaixo do tapete pessoas como o Sr. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, e até já nos brindou com os motivos, é que o que esse Sr. fez não passa de utopia que choca com a realidade que nos querem entalar.
  • Francisco
    30 dez, 2015 Snatarem 12:40
    Só neste país de hipócritas ninguém o conhece.