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​“Portugal serviu de laboratório aos partidos espanhóis"

18 dez, 2015 - 23:07

A questão da Catalunha e o desemprego podem ser os factores decisivos no voto dos espanhóis nas Legislativas deste domingo e o resultado pode vir a alterar um pouco mais o mapa político europeu.
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A acreditar nas sondagens, Espanha prepara-se para entrar numa nova fase da sua história política. Pedro Santana Lopes diz que os desenvolvimentos políticos após as legislativas portuguesas foram observadas com atenção especial pelas forças partidárias espanholas: “Percebe-se que todos eles olharam para aquilo que se passou com as eleições de 4 de Outubro em Portugal”, diz Pedro Santana Lopes.

O fim do bipartidarismo em Espanha é assinalado por António Vitorino que assinala as ambições do partido Ciudadanos, uma formação centrista que já ameaçou chegar a segunda força mais votada: “Do ponto de vista da formação de um Governo, a estratégia dos Ciudadanos é ser o principal partido, o mais votado. Não é para aí que apontam as sondagens, mas pelo menos para ultrapassar o PSOE e ser a segunda força mais votada. Aí, o próprio líder dos Ciudadanos já disse que estaria disposto a chegar a um acordo com o PP - em principio o mais votado - se o chefe de Governo não fosse o senhor Mariano Rajoy”. “Nesta relação Ciudadanos-PP está um pouco a chave [destas eleições]”, sugere Santana Lopes. A estratégia de Albert Rivera aponta para uma fasquia elevada na política espanhola, acrescenta Santana Lopes.

Vitorino pouco crente em “cenário português”

O antigo ministro do PS não deposita grandes esperanças numa possível coligação PSOE/Podemos/Ciudadanos, que permita governar em alternativa ao PP, “embora à luz do que passou em Portugal um comentador prudente nunca diga que não é possível”, sustenta Vitorino que apenas admitiria um cenário desses, no limite, se o Governo fosse liderado pelo Ciudadanos com os outros dois partidos em coligação. O comentador socialista considera que isso seria muito difícil de aceitar para o PSOE.

Catalunha. Uma questão decisiva

A questão catalã pode ter mexido com o xadrez político espanhol e pode pesar para os indecisos, adverte Santana Lopes. “Os Ciudadanos chegaram-se mais para o meio por causa da Catalunha, afastando-se da Esquerda”, assinala o antigo Primeiro-ministro para quem a questão catalã “vai ser importante para a política de coligações”. Pedro Santana Lopes considera que a defesa de um referendo catalão pelo Podemos pode também afastá-los de uma solução política alternativa mais à Esquerda.

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