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​Governo garante empenho na luta contra a violência doméstica

14 set, 2018 - 14:26

"Uma mulher assassinada bastaria para nos indignar e mobilizar", diz a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade.
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O Governo afirma estar empenhado na luta contra a violência contra as mulheres, sublinhando que bastava que houvesse apenas uma mulher assassinada para justificar indignação e mobilização coletiva, tendo destinado 25 milhões para esta área.

Em comunicado, enviado às redações através do gabinete da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, o Governo diz que "a violência contra as mulheres é um crime que envergonha o país".

"Uma mulher assassinada bastaria para nos indignar e mobilizar coletivamente", lê-se no comunicado.

A reação surge depois de na quinta-feira a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) ter revelado que já contabilizou, através do seu Observatório de Mulheres Assassinadas, 21 mulheres mortas pelos ex ou atuais companheiros ou familiares muito próximos.

À Lusa, Elisabete Brasil, uma das responsáveis da UMAR, criticou a postura dos poderes públicos e dos poderes políticos sobre esta matéria, acusando-os de estarem em silêncio e de não tomarem uma posição pública "face a esta mortandade".

No comunicado, o Governo destaca o financiamento público destinado neste ano à prevenção e combate à violência contras as mulheres e contra a violência doméstica, que ascende a 25 milhões de euros, além de mais 5 milhões de euros de financiamento europeu para projetos para apoio a estruturas e respostas da rede nacional de apoio a vítimas.

Aproveita também para elencar as várias iniciativas que tem posto em prática no combate à violência contra as mulheres, "desde a análise das situações de homicídio (com o arranque da Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência) e deteção de falhas, à abertura e apoio a estruturas de acolhimento e proteção das mulheres e crianças até ao reforço do apoio à sua autonomização".

Por outro lado, adianta que "serão apoiados programas de prevenção da violência doméstica" e destaca o trabalho feito com as autarquias no sentido de melhorar as respostas locais de atendimento, de modo a que haja este tipo de serviço em todo o país.

Acrescenta que existe também a intenção que todas as esquadras da PSP e postos da GNR tenham salas de atendimento às vítimas, lembrando que isso já é uma realidade em cerca de 60% dos casos.

Ao nível da formação, o Governo adianta que está em curso um projeto de formação de oficiais de justiça e forças de segurança que atuam na área da violência doméstica, havendo também um projeto para formadores na administração pública, nas áreas da saúde, educação, forças de segurança, justiça e segurança social.

Mais recentemente, em julho, foram distribuídos folhetos informativos nas caixas de correio de norte a sul do país.

"O Governo tem estado, assim, empenhado na consolidação e reforço da prevenção e combate à violência contra as mulheres, assumida como prioridade na Estratégia Portugal + Igual 2018-2030, através do novo plano de ação nesta área, que assenta numa articulação estreita entre todos os setores da Administração Pública e a sociedade civil", conclui.

Comentários
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  • Pitagoras
    15 set, 2018 lisbao 16:20
    Por varias razoes entre elas as bio psíquicas não se pode alterar carateristicas ancestrais e não removiveis com decretos marxistas.O homem reage á agresao física ,psicológica entre pares com violência,a mulher devido á sua inferioridade muscular agride verbalmente e pressiona psicologicamentePedem criminalizar mas não vai haver alterações comportamentais.Vai haver mais presos e cadeias a abarrotar.Qdo sair da prisão a desforra será quase sempre feita e lá teremos mais prisões..A praxe matou cerca de dez estudantes entre lisboa e porto e continua o seu bullnig execarvel destruturante alguém preso?Pois é ,ser prxista pró governo é ser cool
  • Freitas
    14 set, 2018 Espinho 17:40
    É que é uma coisa impressionante... Ainda não conseguiram entender que não há nem pode haver igualdade de género!! Se existisse igualdade de género ou eram todas vaginas ou eram todos pénis. NÃO HÁ NEM PODE HAVER IGUALDADE DE GÉNERO!