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ONU preocupada com situação na Líbia

14 set, 2018 - 00:10

Resolução aprovada espera que haja condições para que "as eleições parlamentares e presidenciais decorram o mais cedo possível”.
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas exorta os líbios para que melhorem o ambiente para as eleições nacionais, numa resolução que evita referir o dia 10 de dezembro como data para a votação.

A resolução adotou, por unanimidade, o apelo do enviado das Nações Unidas, Ghassan Salame, para que "as eleições parlamentares e presidenciais na Líbia decorram o mais cedo possível, desde que estejam reunidas as necessárias condições de segurança, técnicas, legislativas e políticas".

A Líbia mergulhou no caos após o levantamento de 2011, que derrubou e matou o ditador Muammar Khadafi, e está atualmente dividida entre governos rivais no Leste e no Oeste, cada um suportado por milícias.

Salame disse na semana passada que o país passou de uma emergência para outra.

Esta terça-feira, foram disparados mísseis na capital líbia, Tripoli, incluindo no único aeroporto ativo na cidade, menos de uma semana após um cessar-fogo, mediado pelas Nações Unidas, entre grupos armados rivais.

A resolução prolongou o mandato da ONU na Líbia até 15 de setembro de 2019, com a missão de apoiar a transição política daquele país, incluindo organizar eleições, monitorizar o respeito pelos direitos humanos e prestar apoio, caso seja solicitado.

No final de maio, o primeiro-ministro líbio, Fayez Sarraj, que lidera o governo apoiado pela ONU em Tripoli, e o general Khalifa Hifter, cujas forças dominam o Leste da Líbia, reuniram-se em Paris e acordaram um roteiro com vista à realização de eleições parlamentares e presidenciais em 10 de dezembro.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, que acolheu a conferência, defendeu que as eleições são essenciais para estabilizar o país.

Mas a escolha da data não é consensual: enquanto a França apoia que as eleições se realizem em 10 de dezembro, os Estados Unidos, Itália e outros países europeus consideram que este prazo é demasiado ambicioso.

A resolução adotada pelo Conselho de Segurança expressa um forte apoio ao enviado especial e reconhece o seu "papel determinante" na consulta das partes para "aplicar a base constitucional para as eleições e adotar as necessárias leis eleitorais".

Este órgão das Nações Unidas voltou a apelar "a todos os líbios para que melhorem a atmosfera para as eleições nacionais de todas as formas possíveis", incluindo trabalhar para a unificação das instituições militares e económicas, das forças de segurança, sob a autoridade de um governo civil, e do banco central líbio.

O Conselho também destacou que "garantir a segurança e defender a Líbia do terrorismo deve ser a tarefa de forças de segurança nacional unificadas e reforçadas, sob a autoridade única" do executivo apoiado pelas Nações Unidas.

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