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PCP condena “ataques à democracia” na Hungria e falta de legitimidade da UE

12 set, 2018 - 16:17

O Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira o relatório que defende a aplicação de sanções à Hungria, por quebra das regras democráticas, atropelos aos direitos civis e corrupção. O PCP votou contra.
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O Partido Comunista Português (PCP) diz que é contra os “ataques à democracia” na Hungria, mas considera que a União Europeia não tem legitimidade para impor sanções ao Governo de Viktor Orban.

O Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira o relatório que defende a aplicação de sanções à Hungria, por quebra das regras democráticas, atropelos aos direitos civis e corrupção.

O PCP votou contra, apesar de “denunciar e condenar firmemente os ataques à democracia, aos direitos sociais, às liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos na Hungria”, esclarece o partido, em comunicado.

Os comunistas rejeitam, no entanto, que, a pretexto de atropelos à democracia, “a União Europeia tente abrir caminho ao incremento das suas ameaças, chantagens, imposições e sanções contra os Estados e os seus povos”.

O partido liderado por Jerónimo de Sousa alerta para o “aprofundamento do carácter supranacional da UE e das suas políticas – determinadas pelas suas grandes potências e grandes interesses económicos –, o seu crescente desrespeito da soberania nacional e dos direitos sociais, que está a abrir caminho ao avanço da extrema-direita e de forças fascizantes na Europa”.

O PCP não reconhece a União Europeia como baluarte da democracia nem dos direitos humanos e dá o exemplo da intervenção da “troika” e das medidas de austeridade aplicadas em Portugal, do que apelida de “cariz xenófobo e explorador das políticas migratórias da UE, o apoio dado a forças fascistas na Ucrânia, as agressões contra Estados soberanos”.

A condenação do Parlamento Europeu à Hungria visa, sobretudo, “abrir um precedente de aplicação arbitrária de sanções e imposições contra a soberania de Estados”.

“Prosseguindo a luta contra os ataques à liberdade e à democracia, reafirmamos a solidariedade com os comunistas e outros democratas que na Hungria resistem às políticas promovidas pelo Governo húngaro e pela UE”, remata o comunicado do PCP.

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  • HUMBERTO LOPES
    12 set, 2018 MT.VERNON 17:45
    Fassam um grande favor a este sr.e muitos mais como el.que vao viver para a venezuela e a politica deles.teem sorte de ter tacho !alguem ouviu dizer a este senhor,se sabe o que e trabalho!a polica del destoia o pais em meses!alguem viu um pais comunista dar qualidade de vida os cidadoes!se alguem me informe!
  • Vieira
    12 set, 2018 Leiria 16:57
    Faz sentido... APENAS NA CABEÇA DO SENHOR JERÓNIMO DE SOUSA. Ser do contra faz sempre todo o sentido, mesmo que nem se saiba porquê.