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Conferência Episcopal. Diretrizes em vigor chegam para combater “flagelo” dos abusos em Portugal

11 set, 2018 - 15:35 • Filipe d'Avillez

A Conferência Episcopal Portuguesa não vê necessidade de adotar medidas novas para prevenir e combater casos de abusos de menores. Bispos reforçam fidelidade ao Papa e preparam documento com orientações para a preparação dos casamentos.
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Os bispos portugueses não vêem a necessidade de criar novos mecanismos ou diretrizes para além das que já existem para prevenir e combater os abusos sexuais na Igreja, diz o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Barbosa.

Em conversa com os jornalistas, depois de mais uma reunião do Conselho Permanente da CEP, o padre Barbosa disse que as orientações que já existem são suficientes.

“As diretrizes da CEP são claras, está lá tudo. Basta ter isso em consideração, em coordenação com as orientações vindas da Santa Sé. Elas estão bem vincadas, numa linha de prevenção, de proteção e de atenção aos que foram prejudicados por estas situações. Este mal é preciso erradicar. Orientações temos que chegue. É preciso continuar a mantê-las bem ativas.”

Questionado sobre a existência de coordenação entre países lusófonos para adoção e colocação em prática destas diretrizes, o porta-voz da CEP diz que não há contactos formais, mas que há uma sinergia natural: “Não tem havido, mas os documentos são publicados. Estes assuntos são falados na reunião de dois em dois anos entre os presidentes das conferências episcopais dos países lusófonos. Há uma sinergia, mas sem contacto formal, porque ela acontece já de forma muito natural.”

Na reunião, o Conselho Permanente da CEP achou importante, também, reforçar o conteúdo e o sentido da carta enviada recentemente ao Papa Francisco, de solidariedade para com ele num momento em que tem sido posto em causa por alguns setores da Igreja, nomeadamente no que diz respeito ao combate aos abusos sexuais.

“O conselho quis assumir e reforçar o conteúdo da carta que os bispos enviaram há dias ao Papa Francisco que agradece ao Papa Francisco a sua carta ao povo de Deus, oportuna e corajosa, sobre o drama de abusos de menores por parte de responsáveis da Igreja e manifestar a fraterna proximidade e total apoio ao Papa Francisco, em plena comunhão com a sua missão de pastor universal e completa adesão ao seu magistério nesta missão incansável de animar, orientar e renovar a Igreja com a alegria do Evangelho.”

Na mesma carta, os bispos já se tinham comprometido a “incrementar uma cultura de prevenção e proteção dos menores e vulneráveis em todas as nossas comunidades”.

Preparação do casamento em discussão

A próxima reunião plenária da CEP terá lugar em novembro e, nessa altura, os bispos pretendem continuar a preparar uma carta pastoral sobre a preparação do matrimónio, embora não haja ainda a garantia que esteja pronta a publicar nessa altura, diz o padre Manuel Barbosa.

Inspirada em documentos da Igreja como a “Familiaris Consortio” e a mais recente “Amoris Laetitia”, a carta pastoral não se debruçará sobre pontos que se têm revelado mais polémicos, como o acesso aos sacramentos por parte de pessoas em situação matrimonial irregular, mas apenas sobre a preparação para o casamento.

“São elementos de ajuda no sentido de coordenar as várias iniciativas a nível da Igreja em Portugal. Naturalmente não será um guião como o lançado recentemente pelos Centros de Preparação para o Matrimónio, mas terá as orientações gerais, na linha da ‘Familiaris Consortio’, da ‘Amoris Laetitia’ e outros documentos”, conclui o padre Manuel Barbosa.

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  • JOAQUIM S.F. SANTOS
    11 set, 2018 TOJAL 19:10
    O problema que a Igreja vive é consequência das doutrinas pregadas pelos grandes teólogos do séc. XX. Doutrinas que denegriram os mandamentos da Lei de Deus. A banalização do 6º e do 9º mandamento, levou muitos eclesiásticos a desleixarem-se no seu comportamento, assim reduziram a Igreja, à figura de estilo ridícula que temos hoje. Em 1954, na aldeia de Portugal com a toponímia de Asseiceira, a mãe de Jesus deixou-se ver por uma criança, com o nome de Carlos Alberto Delgado e pediu ao miúdo para dizer ao mundo: que vinha ali pedir aos homens para respeitarem os Mandamentos da Lei de Deus. Os homens de Deus, desse tempo, convocaram o exército, que por santa coincidência, na véspera, foi acometido de doença súbita, e geral, pelo que recorreram à GNR que cercou a aldeia, impediu que milhares de devotos se aproximassem do local das, pacificas manifestações celestiais, a Igreja excomungou o Carlos e os habitantes da aldeia. Assim abafou a voz da virgem, que sabia que a Igreja do seu filho ia definhar, ao denegrir e ocultar os mandamentos da sua lei. É preciso reabrir o processo arquivado de Nossa Senhora da Asseiceira, como ela o pediu em 20 de Dezembro de 2017, no mesmo local. Senhor bispo, de Santarém, faça meia culpa em nome da Igreja Portuguesa, reabra o processo das aparições de Nossa Senhora da Asseiceira, para que o povo de Deus dei-a mais valor aos mandamentos da sua Lei, que tanto tem desprezado.