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Média mais alta de Medicina no ICBAS é resultado de “esforço de muitos anos”

09 set, 2018 - 09:26

É a primeira vez que o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, regista a "média" mais alta de todos os cursos de Medicina, a nível nacional.
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O diretor do curso de Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), que teve o último colocado com a média mais elevada de todos os cursos de Medicina a nível nacional, afirmou hoje que a posição é resultado de um “esforço de muitos anos”.

“Acreditamos que é deste esforço de muitos anos, que resulta agora a concretização de uma posição que nos dá muita satisfação e muita responsabilidade”, disse Henrique Cyrne de Carvalho em declarações à Lusa.

Medicina, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, registou, pela primeira vez, a "média" de entrada no ensino superior mais elevada nesta área na primeira fase de colocação, com 18,22 valores, segundo dados oficiais hoje revelados.

Henrique Cyrne de Carvalho admitiu ainda que, apesar da “enorme satisfação”, o instituto vai continuar a trabalhar para “manter a posição de forma estável” e assim “continuar a ser selecionado pelos estudantes como primeira opção”.

“É evidente que estamos muito satisfeitos, mas esta posição acarreta um grande sentido de responsabilidade, porque não estamos à procura da condição, mas de elaborar o curso de forma a que seja a primeira opção dos futuros estudantes de medicina”, frisou.

Os 155 estudantes que ficaram colocados nesta primeira fase vão poder contar com “um novo plano curricular mais atrativo”, segundo o diretor do curso de medicina do ICBAS, acrescentando que “não vai abrir segunda fase”.

Medicina, que foi durante muitos anos o curso com a média mais elevada, é este ano apenas o sétimo registo médio mais alto, de 18,22 valores.

Este registo pertence ao curso do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, que pela segunda vez superou o curso da Faculdade de Medicina (FMUP) da mesma universidade, cuja média de entrada, este ano, foi de 18,1 valores. A primeira vez foi em 2006, quando o ICBAS teve a segunda média mais alta a nível nacional (18,15 valores), com a Universidade do Minho no primeiro lugar do pódio. Nesse ano, a FMUP ficou em terceiro lugar, com o último colocado com uma média de 18,1 valores.

Onze cursos registaram uma média de entrada igual ou superior a 18 valores, nas áreas de Engenharia, Matemática Aplicada ou Medicina. Um aluno, o único colocado no curso de Engenharia Civil (ensino em inglês) da Universidade da Madeira, foi responsável pela média mais alta de entrada no ensino superior na primeira fase do concurso nacional de acesso.

De acordo com os dados divulgados hoje pela Direção-Geral de Ensino Superior (DGES), o curso da Faculdade de Ciências Exatas e da Engenharia da Universidade da Madeira passou a ser o detentor da distinção da média mais alta de entrada no ensino superior público à custa de um único aluno, que entrou em Engenharia Civil (ensino em inglês) com uma média de 18,94 valores, sendo o único colocado, até ao momento, naquele curso, que tinha à partida 20 vagas disponíveis.

Os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior foram divulgados este domingo pela DGES, no seu portal, a partir da meia-noite, ficando ainda disponíveis para consulta pelos alunos através da aplicação para telemóvel ES Acesso.

As candidaturas à segunda fase do concurso nacional de acesso decorrem entre 10 e 21 de setembro, para a qual ficam disponíveis as vagas sobrantes da primeira fase, as vagas da primeira fase para as quais não se tenha concretizado a matrícula dos alunos colocados e as vagas da primeira fase libertadas por alunos que tentem outra colocação na segunda.

Os resultados da segunda fase do concurso são divulgados a 27 de setembro.

Comentários
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  • Rogério
    09 set, 2018 lisboa 18:51
    Este pôr-se em bicos de pés que tem varias explicações em relaçao a uma instituição que é bicentenária demonstra a sua secundarização e falta de elitismo estrutural.A rivalidade é salutar mas a ponderação exige rigor e estudo e não um débito por um resultado esporádico .
  • Vitor
    09 set, 2018 Porto 18:34
    Esta tese merece contraditório possível.As notas na Faculdade de Medicina da Univ do Porto têm sido mais elevadas então quem teve intenção de ficar no Porto optou pelo ICBAS por as possibilidades pelo histórico serem maiores.O ICBAS nasceu pós 25 ABRIL terá 25- 30 anos contra a centenária e estruturada faculdade sediada Hospital S João.É uma das razoes possíveis ,haverá outras .