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Ensino Superior. Número de colocados baixa pela primeira vez em cinco anos

09 set, 2018 - 00:00 • Rui Barros

Mas o número de candidatos também baixou e, por isso, quase 90% dos que se se candidataram este ano ficaram colocados.
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A primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior público, cujo os dados foram divulgados este domingo, colocou 43.992 novos alunos nas universidades e politécnicos portugueses - menos 922 alunos em relação ao ano passado.

Depois de quatro anos consecutivos a crescer, o número de alunos colocados diminui pela primeira vez desde 2013, ano em que se assistiu a uma redução de 3 mil novos alunos colocados.

A redução em mais de 3 mil candidatos em relação ao ano passado fez, no entanto, aumentar a percentagem de colocações na primeira fase. Quase 90% dos que se se candidataram este ano ficaram colocados.

No ensino superior público ficaram agora por preencher 7.290 lugares - mais 1.065 do que no concurso do ano passado. É o segundo menor número de vagas sobrantes desde 2009.


Dois em cada três cursos esgotados. Ninguém quis entrar em 33 dos cursos

Dos 1.068 cursos disponíveis nas universidades e politécnicos portugueses, dois terços não deixaram qualquer vaga por preencher na primeira fase. Foram 679 os cursos com zero vagas sobrantes, um valor menor do que aquele que foi registado o ano passado, quando 711 cursos que não tinham vagas para a segunda fase do concurso nacional.

No lado oposto, estão os cursos que não registaram nenhuma colocação: 33 cursos não conseguiram registar qualquer colocação, com o Instituto Politécnico de Bragança a ser, mais uma vez, a instituição de ensino com mais cursos com zero colocados (7 cursos).

Esta é, aliás, a instituição com maior número de vagas sobrantes, com 1.243 (62% das vagas oferecidas no início do concurso) ainda por preencher, seguida do Politécnico de Viseu (516 vagas) e do Politécnico de Castelo Branco (443 vagas).

Apesar da alta percentagem de vagas não preenchidas, o Instituto Politécnico de Bragança foi a segunda instituição de ensino superior que mais beneficiou da redistribuição de vagas de Lisboa e do Porto posta em prática este ano pelo executivo. Bragança conseguiu, assim, mais 63 colocados do que o ano anterior, numa lista que é encabeçada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - que conseguiu captar mais 82 alunos em relação ao concurso de 2017.

As universidades do Minho e do Algarve foram, respetivamente, a terceira e quarta instituições que mais colocados conseguiram em relação ao ano lectivo 2017/2018.

Variação do número de colocados em relação ao ano passado. Fonte: DGES.

Ainda que, este ano, o curso com a nota do último colocado mais elevada seja um curso de Engenharia Civil, este continua a ser um dos cursos que menos cativou os estudantes portugueses - sobraram 406 vagas.


Mais de metade entrou no curso que queria

Num concurso em que o candidato é colocado com base na ordem das seis opções que seleciona - isto é, o candidato só avança para a segunda opção escolhida caso não consiga entrar na primeira - 54,7% dos 43.992 colocados ficaram colocados na primeira opção.

Quase 90% dos alunos ficaram colocados nas três primeiras opções.

Aos 43.992 novos alunos que já conseguiram colocação este ano, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior espera agora que se juntem agora 1.435 nas nas 2ª e 3ª fase do concurso. A estes quase 46 mil novos estudantes, juntar-se-ão ainda mais 26 mil através de outras modalidades de acesso, perfazendo um total de quase 73 mil novos estudantes este ano.

A segunda fase do concurso decorre de 10 a 21 de Setembro, estando disponíveis as vagas que sobraram da primeira fase, aquelas em que, apesar de alguém ter sido colocado nelas, não foram “reclamadas” no momento da matrícula, as resultantes da recolocação de estudantes já colocados, as libertadas na sequência de retificações às colocações da primeira fase ou ainda as vagas adicionais criadas nos termos do regulamento ou que sejam utilizadas no atendimento de reclamações.

As vagas que falta preencher já estão disponíveis, mas só no dia 19 de setembro é que serão divulgadas as vagas atribuídas na primeira fase que não foram reclamadas, pelo que é possível que o número de vagas disponíveis para a segunda fase aumente.

Podem concorrer aqueles que não conseguiram entrar na primeira fase, quem não se candidatou ainda, os que só reuniram as condições para se candidatar após o fim do prazo da primeira fase, quem não se matriculou na instituição em que foi colocado ou simplesmente quem queira tentar de novo.

Os resultados são conhecidos a 27 de Setembro.

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