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Feira do Livro do Porto. Edição 2018 será "uma das melhores dos últimos tempos"

07 set, 2018 - 12:16 • Teresa Almeida

José Eduardo Agualusa e Anabela Mota Ribeiro, programadores da Feira do Livro do Porto, estiveram, nesta sexta-feira, dia de abertura, no programa Carla Rocha - Manhã da Renascença.
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Os programadores da edição 2018 da Feira do Livro do Porto, que abre portas esta sexta-feira, nos Jardins do Palácio de Cristal, estão convictos de que a feira deste ano será "uma das melhores dos últimos tempos".

A dimensão e tipologia são as mesma de 2017, com 134 participantes distribuídos por 130 "stands", mas na feira deste ano estarão muitos nomes sonantes, porque, como destaca o programador José Eduardo Agualusa, no programa Carla Rocha - Manhã da Renascença, "houve um maior investimento, sobretudo nos nomes dos autores escolhidos como convidados".

Mário de Carvalho, Mia Couto, Leila Slimani, Afonso Cruz e Bernardo Carvalho são alguns exemplos, aos quais se juntarão jovens escritores, nacionais e estrangeiros que tem vindo a surpreender. Agualusa crê que o naipe de autores convidados pode levar mais gente e diferentes públicos à feira e destaca "o Kalaf Epalanga, que é conhecido por ser dos 'Buraka som Sistema'”.

Em relação aos consagrados, o escritor angolano sublinha que, "como são nomes sonantes, que têm agendas já preenchidas e não são muito fáceis de trazer, como a Leila Slimani, houve necessidade de um esforço financeiro”.

A edição 2018 da Feira do Livro do Porto debate as ligações entre a literatura e a musica e presta homenagem a José Mário Branco, músico, compositor e produtor portuense que, para Anabela Mota Ribeiro, outra das programadoras da edição este ano da Feira do Livro do Porto, “faz todo o sentido, sobretudo porque também Bob Dylan foi Nobel da Literatura”.

O nome de José Mário Branco irá ficar gravado numa tília do Palácio de Cristal, tal como já ocorreu, em edições anteriores desta feira, com os nomes de Agustina Bessa-Luís, Vasco Graça Moura, Mário Cláudio e Sophia de Mello Breyner.

No âmbito do “curso breve de literatura para quem quer ter as noções essenciais sobre os clássicos”, como lhe chamou Anabela Mota Ribeiro, António Mega Ferreira vai falar sobre Dante, Perfecto Cuadrado sobre Cervantes, Pedro Eiras sobre Pessoa, Ana Paula Coutinho vai abordar Flaubert, enquanto Ana Margarida de Carvalho vai refletir sobre os escritores russos e Luísa Costa Gomes sobre Shakespeare.

Um dos destaques da edição deste ano é a evocação dos 50 anos das manifestações estudantis de maio de 68, em Paris, e Daniel Cohn-Bendit, um dos rostos marcantes desse acontecimento, vai à feira falar sobre “as revoluções imprescindíveis, numa altura em que muitas tem vindo a eclodir”, aponta José Eduardo Agualusa.

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