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Marcelo pede mais apoios para concelhos afetados pelos incêndios

30 ago, 2018 - 09:07 • Paulo Leitão, com Redação

O Presidente da República passou as férias em concelhos que, no ano passado, foram atingidos por graves incêndios "para ver o que foi construído e como estava a floresta". Marcelo constata que "ainda há muito por concretizar".
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que "é preciso fazer mais" na ajuda à reconstrução nos concelhos afetados pelos graves incêndios de 2017.

"É preciso fazer mais", diz o chefe de Estado, em entrevista à Renascença, no final do segundo período de férias passadas, este ano, no interior do país.

Depois de, no início de agosto, ter estado nos concelhos atingidos pelos fogos de outubro, o Presidente da República deslocou-se, neste final do mês, aos concelhos afetados pelo incêndio de Pedrógão Grande, percorrendo muitos quilómetros de automóvel "para ver o que foi construído e como estava a floresta".

"Ainda há muito por concretizar", sentencia, sem deixar de sublinhar que "a mudança na floresta não se faz de um momento para o outro".

Para recuperar a floresta e a atividade agrícola, Marcelo considera que são precisos "muito mais" apoios e que estes devem constar dos próximos orçamentos do Estado como parte de uma "aposta clara" no interior.

Marcelo salienta que a mudança "exige mais gente" a habitar nestes concelhos "e, para isso, tem que haver mais atividade económica e mais atividade social que fixe as pessoas e, se possível, traga mais gente".

"As medidas que estão a ser anunciadas para fixar gente - e outras - são fundamentais", enfatiza.

Entre os aspetos positivos que encontrou nesta ronda, o Presidente da República destaca o turismo. "Houve uma resposta do país todo", diz Marcelo, relatando que encontrou turistas "dos sítios mais distantes, que confessaram que não conheciam e sentiam que tinham o dever de solidariedade".

"É preciso criar estruturas e permitir que o turismo não só permaneça nos próximos anos, como se multiplique", acrescenta.

Marcelo destaca também pela positiva "o estado de espírito das populações", que estão "viradas para o futuro".

"Em todas as idades", há vontade de "ultrapassar o que foi um tempo de tragédia e construir um futuro diferente: construir casas, caminhos, começar a reconstruir a floresta", enumera.

O Presidente da República nota, ainda, que encontrou "vários interiores" no interior do país, já que "há pontos mais carenciados do que outros e que precisam de uma atenção especial", diz.

Questionado sobre a continuidade de Joana Marques Vidal, cujo mandato termina em outubro, como procuradora-geral da República, Marcelo diz que antes dessa altura não pensará no assunto. "Não falei com ninguém sobre isso", nem com o Governo, garante o Presidente.

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  • henriques
    04 set, 2018 lisboa 14:17
    Caro PR o governo na vez de alegadamente roubar proprietários e empresarios deveria ter um plano de contingencia de reconstrução com casa tipo e arrumos ,palheiros etc já desenhadas e prontas a colocar no terreno em três meses.Casa e apoios standartizados é solução.A florestação plano igual.Corta fogos imperativos.O resto é chover no molhado.,portanto mais do mesmo.O extremismo de esquerda leva ao imobilismo e ao indesenvolvimento.O nfogo é na casa dos outros.Cuidado q pode implodir e pulverizar partidos.