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Marcelo agradece a quem combateu as chamas em Monchique

11 ago, 2018 - 11:51

Presidente da República lembra que "estamos ainda longe de ter terminado esta época de verão".
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, agradeceu, este sábado, em nome dos portugueses a "dedicação" dos operacionais que combateram durante "dias difíceis" o incêndio de Monchique e lembrou que a época de fogos ainda não terminou.

"Todos os portugueses acompanharam de perto ou de longe estes dias mais difíceis nas vossas vidas e pela minha boca vos agradecem aquilo que foi uma dedicação, se possível, mais exigente, mais complexa, mais difícil, mais extenuante, que foi a dos últimos dez dias", afirmou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa dirigia-se assim aos operacionais que o aguardavam à chegada ao posto de comando da Proteção Civil, instalado no centro da vila de Monchique, no distrito de Faro.

O Presidente da República lembrou depois os dias e noites de trabalho "muito longos" dos operacionais que combateram o fogo, durante "uma missão que não terminou" e que "não termina nunca".

"E nós não esquecemos o vosso papel, mas, como sabemos, estamos ainda longe de ter terminado esta época de verão", lembrou Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando a "gratidão" dos portugueses por haver "quem esteja disponível" para colocar a sua vida em risco, "durante uma vida", ao serviço da população.

À chegada ao posto de comando, o Presidente da República foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Monchique, Rui André, pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e por responsáveis das organizações de socorro presentes no local, entre outros.

O incêndio rural, combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado na sexta-feira de manhã, deflagrou no dia 3 à tarde, em Monchique, distrito de Faro, e atingiu também o concelho vizinho de Silves, depois de ter afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo distrito) e de Odemira (distrito de Beja).

A Proteção Civil atualizou o número de feridos para 41, um dos quais em estado grave (uma idosa que se mantém internada em Lisboa).

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas já consumiram cerca de 27 mil hectares. Em 2003, um grande incêndio destruiu cerca de 41 mil hectares nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

Na terça-feira, ao quinto dia de incêndio, as operações passaram a ter coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil, depois de terem estado sob a gestão do comando distrital.

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  • anónimo
    11 ago, 2018 Portugal 21:54
    Sr presidente, com muito respeito pela sua inteligência permita que lhe diga: se isto é que é defender as pessoas e seus bens, então qualquer atrasado mental pode ser um bom governante. Obrigar os donos das suas casas, das suas propriedades a abandona_las a não as proteger é um crime. Dizer que a função das autoridades foi salvar as pessoas é anedótico, porque combatendo o fogo defendia-se pessoas e bens. Agora quem paga os danos das propriedades que as autoridades não deixaram seus donos proteger? Donativos do povo parece não haver,pois está escaldado com P.Grande. Bem, está bom para os pedreiros, desde que os donos tenham dinheiro, os outros vão para debaixo de pontes.