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República Centro Africana. Militares portugueses condecorados pela ONU

10 ago, 2018 - 18:04

A condecoração foi entregue pelo representante especial do secretário-geral da ONU na República Centro-Africana que realçou o contributo do contingente português para "o sucesso da missão", "em particular na proteção da população local indefesa".
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Os militares portugueses destacados na República Centro Africana foram condecorados com a medalha das Nações Unidas pela sua missão naquele país africano, que termina no início de setembro, informa o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

A condecoração foi entregue pelo representante especial do secretário-geral da ONU na República Centro-Africana, Parfait Onanga-Anyanga, que realçou o contributo do contingente português para "o sucesso da missão", "em particular na proteção da população local indefesa", segundo o comunicado do EMGFA.

A cerimónia aconteceu na quinta-feira no militar Camp M'Poko, em Bangui.

Portugal está presente no país, no quadro da MINUSCA, com a 3.ª Força Nacional Destacada Conjunta, composta por 156 militares, dos quais 153 do Exército, sendo 123 paraquedistas, e três da Força Aérea, que iniciaram a missão em 05 de março de 2018 e têm a data prevista de finalização no início de setembro deste ano.

Os militares que estão no terreno compõem a Força de Reação Rápida da MINUSCA, têm a base principal na capital, junto ao aeroporto, e já estiveram envolvidos em quase duas dezenas de confrontos.

O governo do Presidente Faustin Touadera, um antigo primeiro-ministro, que venceu as presidenciais de 2016, controla cerca de um quinto do território.

O resto é dividido por pelo menos 14 milícias, que, na sua maioria, procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

O conflito neste país, que tem o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.

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