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​Sindicatos da função pública queixam-se de ter (quase) “uma mão cheia de nada”

23 jul, 2018 - 16:58

Sindicatos reagem à entrevista do ministro das Finanças na qual Centeno lembra que o rigor do Orçamento do Estado é para ser aplicado a todos os portugueses.

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A coordenadora da Frente Comum, Ana Avila, reage “com profundo desagrado” às palavras do ministro das Finanças. Em entrevista ao jornal “Público”, Mário Centeno avisa que “não é possível pôr em causa a sustentabilidade de algo que afeta todos, só por causa de um assunto específico”: a recuperação do tempo de serviço dos professores.

Em declarações à Renascença, Ana Avoila contesta que haja “dinheiro para engordar as parcerias público-privadas e para os bancos”, mas que as verbas faltem “quando se chega à altura de resolver o problema dos serviços públicos”.

Ana Avoila lembra que “o governo que vai fazer o último orçamento” e alude a expectativas goradas

“As pessoas criaram expectativas e por isso não deram maioria absoluta ao PSD e agora, no fim, fazemos as contas e, fazendo o balanço, o que têm uma mão cheia de nada, quase”, diz.

Na mesma linha, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, José Abraão, diz que “não faz sentido neste momento o ministro das Finanças vir assustar as pessoas, dizendo claramente que ‘ou é uma coisa ou é outra’”.

“As pessoas devem estar primeiro e os números devem ser geridos, controlados com opções claras do Governo. Governar é optar e é isso que esperamos que se fala com o reforço da negociação coletiva para o Orçamento de 2019”, apela.

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  • Sara
    23 jul, 2018 Lisboa 21:04
    Obrigado Mário Centeno. Não tem medo de perder os votos. Mas pensa em todos os portugueses. Se a função pública fosse impedida de votar Portugal era uma país muito melhor. Não era só um país orientado para a função pública. Dr's professores tenham vergonha