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​Litoral português é o território europeu “mais agredido pelas alterações climáticas”

16 jul, 2018 - 12:38

Governo atribuiu 1,6 milhões de euros para projetos que vão ser desenvolvidos em 11 municípios.
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O litoral português é o território europeu que “já hoje é o mais agredido pelas alterações climáticas”. Quem o diz é o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.

Em declarações ao programa Carla Rocha – Manhã da Renascença, o governante sublinha que a questão das alterações climáticas “não é um problema das gerações futuras, mas sim um problema do presente”.

Assim, o Governo atribuiu um milhão e 600 mil euros para projetos no âmbito das alterações climáticas. Houve 31 candidaturas a concurso e foram selecionados 11 projetos que vão ser desenvolvidos em 11 municípios.

Três dos projetos selecionados vão receber 200 mil euros cada um. É o caso das propostas dos municípios de Viana do Castelo, de Gavião - no distrito de Portalegre, e de Cascais.

Em Gavião, vão ser organizados espaços verdes no sítio "Tapada da Senhora", para obter zonas de sombreamento que permitam regular a temperatura ambiente e contrariar o efeito de 'ilha de calor'.

A candidatura de Viana do Castelo contempla dois projetos de prevenção e gestão de risco de incêndio associado ao clima e vão apostar na gestão de combustíveis nas faixas de proteção à rede viária municipal e nas zonas industriais de Neiva e Lanheses.

A proposta de Cascais tem como objetivo aumentar a resiliência às alterações climáticas através da renaturalização de uma horta comunitária de modo a reduzir o consumo de água e de outros recursos naturais, mas também reduzir o calor, em meio urbano.

O aviso do Fundo Ambiental, lançado em fevereiro, destinou-se a municípios ou associações de municípios com candidaturas de redução de risco de incêndio, de criação de espaços verdes e de soluções de regulação da temperatura ambiente em espaços urbanos.

Projetos financiados com menos de 200 mil euros

O concelho de Viseu vai receber 175,6 mil euros para diminuir as superfícies relvadas no município, reduzindo o gasto de água em regas e aumentando a sustentabilidade dos espaços, ao promover soluções que resultem num decréscimo do impacto da circulação rodoviária.

Viseu prevê que a adaptação do sistema de rega consiga uma redução de cerca de 80% no consumo de água.

Para a comunidade intermunicipal da região de Coimbra, o Fundo Ambiental destinou cerca de 170 mil euros para dar a espaços públicos condições adequadas a enfrentar períodos de calor extremo, criando locais de abrigo, com sistemas de refrigeração alimentados a painéis solares.

Um plano de arborização do 'Monte do Picoto', com a plantação de espécies autóctones e capazes de captar carbono, transformando a área "num pequeno pulmão" de Braga obteve resposta positiva do Fundo Ambiental e terá 166 mil euros de apoio.

Para o Barreiro vão 159,3 mil euros para promover a arborização e requalificação do eixo urbano e para obter sombreamento e corredores de ventilação.

Os 121 mil euros atribuídos ao município de Amarante destinam-se à requalificação de 18 espaços verdes com substituição de áreas relvadas por plantas arbustivas e herbáceas com pouca necessidade de água.

O projeto apresentado pelo município de Montalegre, no distrito de Vila Real, tem um financiamento de 93,8 mil euros para gestão de povoamentos com recurso a técnicas que não impliquem mobilização do solo e promovam a proteção e conservação do solo e da água, e o município de S. João da Pesqueira, no distrito de Viseu, conseguiu apoio de 88 mil euros para enfrentar as ondas de calor.

Castelo Branco propôs rearborizar com espécies autóctones 56,31 hectares na Serra na Gardunha, zona atingida por um incêndio, em agosto de 2017, e vai receber 44 mil euros. Algumas destas áreas situam-se na Rede Natura 2000 e outras estão inseridas na Paisagem Protegida da Serra da Gardunha.

Os contratos de financiamento, que serão assinados esta segunda-feira à tarde numa cerimónia no Barreiro, com a presença do ministro do Ambiente.

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