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Lançada rota turística solidária “(re)Viver Lisboa” lançada

14 jul, 2018 - 09:35

Uma viagem pela história da cidade dos anos 50, 60 e 70 para lembrar a Lisboa de outros tempos.
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A rota turística "reViver Lisboa" é lançada este sábado, às 16h30, na Igreja de Nossa Senhora da Saúde, no Martim Moniz. O guião deste passeio baseia-se nas memórias partilhadas pelos idosos apoiados pela Associação Mais Proximidade Melhor Vida (AMPMV), que promove esta iniciativa em parceria com a operadora turística Fora da Rota.

Ana Gago, uma das responsáveis desta instituição de solidariedade social admite que “a Lisboa que vamos mostrar é a Lisboa destas pessoas que cá moram e trabalharam há muito tempo”.

Um projeto alicerçado “nas experiências de vida, nas memórias, nas curiosidades partilhadas pelos nossos beneficiários que nós acompanhamos e que continuam a morar no centro histórico de Lisboa, que é a nossa zona de intervenção”.

O percurso, com uma duração de duas horas e meia, parte do Martim Moniz. O ponto de encontro é na Igreja de Nossa Senhora da Saúde às 16h30. Irá percorrer a zona da Mouraria, Baixa de Lisboa e Chiado, onde vão ser recordados alguns lugares que já não existem ou que foram transformados. Por exemplo, “é o caso do Mercado da Praça da Figueira que era o principal mercado para consumo diário dos habitantes de Lisboa”.

Ana Gago refere que não vão apenas mostrar os locais, mas falar também “das vivências das pessoas, o dia-a-dia, (…) os pregões, as várias personagens que circulavam pelas ruas de Lisboa, que estavam associadas a um certo tipo de ofícios que já não existem”.

No final da rota turística, os participantes terão a oportunidade de “ter uma conversa informal” com alguns beneficiários desta IPSS que deram as sugestões para este passeio.

Desta vez o passeio é gratuito, para quem se inscreveu até dia 13 de julho, mas os próximos vão ter um custo de 25 euros, sendo que 50 por cento deste valor reverte para o desenvolvimento das atividades da Associação Mais Proximidade Melhor Vida, que apoia 120 idosos que vivem sozinhos nas zonas da Baixa de Lisboa e Mouraria.

Este projeto é uma forma de “valorizar” o papel dos mais velhos, “a sua experiência de vida e aquilo que têm para nos ensinar”. Pretende-se ainda “sensibilizar a sociedade para a problemática da exclusão social”, para a questão do isolamento e solidão em que vivem muitos deles.

Para desenvolver a sua atividade, a associação conta com técnicos profissionais, como “duas assistentes sociais, uma psicóloga, uma gerontóloga, uma técnica de serviço social”. Além disso, tem também “um conjunto de 44 voluntários a apoiar-nos e aos nossos beneficiários numa lógica complementar com as visitas aos domicílios, com os contactos telefónicos, mas também a dar apoio à equipa técnica e à estrutura da associação, por exemplo, apoio informático e jurídico”.

Para esta responsável “toda a ajuda é bem-vinda neste tipo de voluntariado mais técnico”. Já no caso do voluntariado de proximidade, “está prevista para setembro uma nova fase de recrutamento”. Todos os interessados devem preencher um formulário que pode ser encontrado na página online da Mais Proximidade Melhor Vida.

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