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Estado da Nação

Governo quer renovar objetivos do compromisso político de 2015

13 jul, 2018 - 15:06

Ministro Adjunto defendeu no debate do estado da nação que Portugal está a crescer acima da média da UE e que o investimento direto estrangeiro "atingiu máximo de sempre".
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O ministro Adjunto afirmou esta sexta-feira que o Governo quer renovar os objetivos que estão na base do acordo político de esquerda de 2015, advertindo que a alternativa seria "obscura" e contrária ao combate às desigualdades e aos trabalhadores.

Esta foi uma das mensagens centrais transmitidas por Pedro Siza Vieira no discurso que encerrou o debate parlamentar sobre o estado da nação na Assembleia da República.Ao longo de dez minutos, o ministro Adjunto fez críticas diretas ao PSD e ao CDS-PP, mas também enviou recados aos parceiros de esquerda no parlamento (BE, PCP e PEV), designadamente quando defendeu que a política orçamental seguida pelo executivo "não decorre de constrangimentos externos", mas da circunstância de "produzir bons resultados".

"A boa gestão financeira permitiu que em 2018 Portugal pague menos mil milhões de euros de juros de dívida pública do que se pagava em 2015. Esta gestão financeira tem libertado recursos para aumentar a despesa no Serviço Nacional de Saúde em 700 milhões de euros já neste ano, tendo ainda permitido o aumento dos investimentos na educação ou na ciência. Boas contas são uma boa ideia", defendeu.

Numa alusão simultânea às negociações sobre o Orçamento do Estado para 2019 e à próxima legislatura, Pedro Siza Vieira advogou que é possível, entre as forças de esquerda, "renovar-se a ambição e encontrar novos objetivos", avançando, então, com um vasto conjunto de exemplos em áreas sociais, entre eles o da política de apoio ao regresso de jovens emigrantes.

"Não podemos dar passos maiores do que a perna, mas o nosso passo é agora mais firme, mais seguro e pode fazer levantar novas ambições. Perante a clareza das opções do compromisso de 2015, é totalmente obscura a vontade alternativa [do PSD e CDS-PP], mas os portugueses sabem que essa alternativa terá seguramente um sentido ao caminho percorrido", acentuou.

Para o ministro Adjunto, um eventual Governo com as atuais forças da oposição "não percorrerá um caminho para a redução das desigualdades, ou de relações laborais mais justas".

"Não sabemos qual seria o caminho alternativo, mas sabemos que não passa pelo reforço dos direitos e da situação social de quem vive do seu trabalho. Por isso que não se ponha em causa o caminho percorrido. Só quem esteja interessado em colocar em causa os resultados alcançados pode pôr em causa a base em que assentaram", advertiu.

Na sua intervenção, Pedro Siza Vieira apontou também alguns dados sobre a evolução económica e financeira do país, capítulo em que usou uma expressão da presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, mas para a criticar.

O ministro Adjunto defendeu que Portugal está a crescer acima da média da União Europeia e que o investimento direto estrangeiro "atingiu máximo de sempre".

"Pelos vistos, os investidores estrangeiros não tiveram medo do Governo das esquerdas unidas", apontou.

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