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Música, arquitetura e cinema ao ar livre no Verão do CCB

11 jul, 2018 - 15:55 • Maria João Costa

Há uma nova praça, uma nova exposição e muito para ver no Centro Cultural de Belém entre este mês e setembro.
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Cheira a cortiça no coração do Centro Cultural de Belém (CCB), onde foi construída uma nova praça para a programação deste verão. Várias colunas de diferentes tamanhos fazem o espaço da “Praça de Verão”, idealizada pelo gabinete de arquitetura Promontório com o apoio da Amorim Isolamentos

Em entrevista à Renascença, o arquiteto João Luís Ferreira explica que “esta praça dentro de uma praça” permite uma “experiência puramente emocional e arquitetónica”. Tem de se atravessar as colunas para lá entrar. Será ali que às sextas-feiras depois das 21h30 haverá sessões de cinema ao ar livre com dois ciclos, um dedicado ao tema Maio de 68, outro dedicado a Murray Grigor.

Mas há mais para experienciar este verão no CCB. No âmbito das comemorações dos 25 anos da sua construção, a instituição apresenta um programa de concertos ao vivo no Jardim das oliveiras e um Festival Verão Clássico com concertos e masterclasses. Por ali vão passar, por exemplo, o músico Luís Cracol, que vai atuar no Jardim das Oliveiras a 28 de julho, ou a Academia Internacional de Música de Lisboa, que toca de 29 de julho a 7 de agosto em vários espaços, sob a direção do pianista Filipe Pinto-Ribeiro.

Outra das novidades desta programação de verão é a exposição de arquitetura “Building Stories – Histórias Construídas”, na Garagem Sul do CCB, onde o visitante é convidado a caminhar por entre instalações sonoras de Tomás da Cunha Ferreira para descobrir os materiais de que é feita a arquitetura.

A mostra revela os materiais usados na construção. Tijolos, areia, pedra, cofragens, isolamento térmico, vidro, tubos, canos, parafusos, vigas estão à vista do público. A exposição tem a curadoria de Amélia Brandão Costa e Rodrigo da Costa Lima e põe em diálogo o trabalho do arquiteto português Ricardo Bak Gordon, do atelier catalão Maio e do gabinete de arquitetos belgas De Vylder vinck Taillieu, que venceu o Leão de Prata na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano.

Na exposição estão vários projetos de casas desenhadas por Ricardo Bak Gordon, que em entrevista à Renascença, para ouvir no programa Ensaio Geral esta sexta-feira, explica como construiu estas habitações familiares.

"Estas casas têm todas a sua história”, explica o arquiteto, que trabalhou com Paulo Mendes da Rocha no novo edifico do Museu Nacional dos Coches. Bak Gordon fala da relação que estabelece com os clientes quando projeta e diz que a arquitetura “constitui um aparo para a imprevisibilidade da própria vida”.

No chão passamos por uma grelha de cofragem, vemos canos de esgoto, vigas, tudo elementos que dão corpo à arquitetura e que, na opinião do arquiteto belga Jan De Vylder, têm uma certa beleza. Ele que está fascinado com os tijolos portugueses, tão “diferentes dos belgas e dos suíços”, explica que normalmente as exposições de arquitetura “apresentam projetos finalizados” e que aqui, pelo contrário, mostra-se de que “é feita a arquitetura”.

Esta exposição vai estar patente na Garagem sul do Centro Cultural de Belém até 14 de outubro. Consulte toda a programação aqui.
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