O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
A+ / A-

Ministro da Saúde lamenta “empolamento de situações pontuais”

09 jul, 2018 - 23:11

Adalberto Campos Fernandes nega demissões no Hospital de São José.
A+ / A-

O ministro da Saúde critica o "empolamento sistemático de situações pontuais" no setor, que afirma estar a ocultar a realidade do país.

Confrontado com a alegada demissão de chefes de equipa do Hospital de São José, em Lisboa, Adalberto Campos Fernandes desvalorizou a situação, referindo que se tratam "de dois ou três chefes de equipa que escreveram uma carta, que não se demitiram", estando confiante na resolução dos problemas apontados naquela unidade.

"O que é lamentável é que se faça um empolamento sistemático de situações pontuais, ocultando a realidade", frisou o ministro da Saúde, que falava aos jornalistas antes de participar num encontro com militantes e simpatizantes do PS em Coimbra, no âmbito da iniciativa "PS em Movimento".

Para Adalberto Campos Fernandes, há "uma tentativa permanente" que dura há três anos de criar "sistematicamente situações, focos de alarmismo".

"Se tivéssemos com três meses de Governo, até seria compreensível. Há três anos? Sempre os mesmos, com os mesmos argumentos, com o mesmo tipo de alarmismo, apenas com um único objetivo de desviar os resultados positivos do SNS [Serviço Nacional de Saúde], que hoje tem mais utentes, tem mais resultados, tem melhor desempenho económico, assistencial", vincou.

Sem nunca referir alguém em concreto, o ministro da Saúde salientou que não ignora as dificuldades de gerir um sistema tão complexo como o da saúde, mas sublinha que a realidade tem desmentido os focos de alarmismo que vão sendo anunciados "todas as semanas".

"Os portugueses sabem distinguir um trabalho esforçado, num setor que é difícil e complexo, daquilo que é uma política destrutiva, concertada, de criar apenas e só a ideia de que as coisas não estão a correr bem, para ocultar a realidade", protestou.

Na sua intervenção inicial junto dos militantes do PS, o membro do Governo voltou a criticar aquilo a que chamou "um exercício de apagão da oposição" relativamente ao setor, enumerando os vários ganhos na saúde pública, nomeadamente o aumento do número de profissionais no SNS, a construção de 113 novos centros de saúde, quatro hospitais e vários investimentos em todos os hospitais do país.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Utente do SNS
    11 jul, 2018 Braga 10:17
    O povo não é cego. Sabemos muito bem que ao reduzir a carga horária dos enfermeiros para 35h semanais os prejudicados são os doentes. beneficiam-se uns (quando no fundo o que se pretende é melhorar a imagem do Governo), mas prejudicam-se os mais frágeis
  • Jorge
    10 jul, 2018 Seixal 16:45
    Se os pafiosos do PSD/CDS estivessem a governar com o incompetente do Passos Coelho como 1º ministro, privatizava-se o SNS e o problema ficava logo resolvido, . Ainda tentaram mas não conseguiram. A industria farmacêutica, médicos, enfermeiros, etc. todos ficavam contentes, acabava-se o stress, trabalhavam - provavelmente mais de 35 horas semanais - e não piavam, porque senão iam para a rua. Os maiores grupos privados de saúde existente em Portugal engordavam à conta do orçamento, e quem se lixava era o zé povinho.
  • Carlos Neves
    10 jul, 2018 Loulé 11:48
    Uma vergonha estas declarações! Situações pontuais. Se se for pontualmente em cada instituição do SNS. Em que é que a saúde em Portugal tem vindo a melhorar?
  • Isabel
    10 jul, 2018 Almada 09:41
    "Os resultados positivos do SNS [Serviço Nacional de Saúde], que hoje tem mais utentes, tem mais resultados, tem melhor desempenho económico, assistencial"... alega o Sr. Ministro. Nas instituições de solidariedade social, que dependem dele, estamos a assistir a um estrangulamento total, devido à espiral do aumento dos custos e não aumento das diárias, desde há anos mas, principalmente, devido ao atraso de muitos meses no pagamento das dívidas por parte do Ministério. Esse dinheiro que retêm dá uma ajudinha à performance do seu desempenho, mas aflige muitos pobres. Já estamos a assistir a fecho de colégios. Dentro de pouco tempo estaremos a assistir ao fecho de outras instituições por falta de dinheiro para pagar a trabalhadores e fornecedores.
  • Americo
    10 jul, 2018 Leiria 08:41
    "Empolamento sistemático de situações pontuais" ? Que falta de vergonha !!! Que falta de respeito pelo ser humano. Quem "passa" os dias nos hospitais, como utente ou familiar é que pode dizer o que sofre.