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Quase metade dos portugueses não denuncia más condutas éticas no trabalho

06 jul, 2018 - 19:05

O estudo é europeu e em Portugal teve colaboração da Católica Porto Business School. Os trabalhadores do Reino Unido são os mais propensos a reportar abusos.

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Quase metade dos portugueses, 49%, não denuncia más condutas éticas no trabalho, diz o estudo sobre ética no trabalho, realizado pelo Institute of Business Ethics que, em Portugal, conta com a colaboração da Católica Porto Business School.

O inquérito revela que o facto de não acreditarem que seriam tomadas medidas para alterar a situação, que os abusos não são um assunto diretamente da sua responsabilidade ou que a denúncia poderia comprometer o seu trabalho são apontados como os motivos que os levam a não ter uma voz ativa contra esta realidade.

Os resultados revelam, ainda, que dos 35% dos colaboradores nacionais que tem conhecimento deste tipo de conduta, 52% identifica tratamento inapropriado, 38% comportamentos abusivos e 28% refere o registo incorreto de número de horas trabalhadas. O estudo demonstra, igualmente, que, em Portugal, 22% dos colaboradores admite ter desrespeitado os padrões éticos devido à pressão do tempo (36%), à escassez de recursos (29%) e, também, para cumprir ordens superiores (26%).

Partindo para a análise a nível europeu, os resultados revelam que 16% dos trabalhadores já se sentiu, de alguma forma, pressionado a ignorar os padrões éticos da organização – número que tem aumentado em todos os países que disponibilizam dados sobre este tópico.

A análise mostra que 30% dos colaboradores teve, durante o ano de 2017, conhecimento de algum tipo de má conduta, sendo, neste ponto, o tratamento inadequado o mais mencionado (por 46%). Os colaboradores europeus estão, contudo, agora, mais propensos a denunciar este tipo de conduta (54% daqueles que estavam cientes desta conduta denunciaram o abuso, uma melhoria em relação a 2015).

Os trabalhadores do Reino Unido figuram como os mais propensos a reportar esta situação (67%), enquanto os portugueses surgem como os menos disponíveis para o fazer (51%).

Os dados referem, contudo, que, para os gestores, as pequenas falhas éticas têm tendência para, com o tempo, se tornarem mais toleráveis, sendo que 30% refere mesmo que, numa organização moderna, estas questões são inevitáveis.

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