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Imprensa espanhola desespera com o debacle "rojo"

01 jul, 2018 - 18:02

Jornais espanhóis criticam a federação, arrasam De Gea e assinalam o fim de uma "era" dourada da seleção.
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A imprensa espanhola reage de forma desolada e indignada à eliminação da Espanha do Mundial 2018, nos oitavos de final, diante da Rússia. A "Roja" completou uma série de três eliminações consecutivas em grandes competições de seleções: nas duas anteriores, caiu na fase de grupos do Mundial 2014 e nos "oitavos" do Euro 2016.

O jornal "Marca" foca-se nisso mesmo: "A Espanha de antes", lamenta o diário oriundo de Madrid, relativamente a "um adeus para chorar" que marca o fim da "era" de ouro do futebol espanhol. Ou seja, a "Roja" voltou aos tempos em que era eterna candidata, mas nunca vencedora. "Um fracasso com maiúsculas", acrescenta a "Marca".

"Outra deceção Mundial", diz o "as", que também assinala "fim de trajeto". À Espanha "sobraram passes e faltou arrojo" para ultrapassar a Rússia. O "as" aproveita para arrasar De Gea: "O Mundial foi um despropósito de princípio ao fim, do despedimento do Lopetegui à invisibilidade de De Gea. Aquele modelo que fabricou um império merece uma revisão".

O "Mundo Deportivo" fala da "maldição" de Espanha frente aos anfitriões de Mundiais. Antes, a "Roja" caíra diante da Coreia do Sul (2002), do Brasil (1950) e da Itália (1934). O "Sport", também da Catalunha", realça que a "competição acidentada" da seleção espanhola, que ficou sem treinador (Lopetegui) a dois dias da estreia e teve de arranjar substituto à última hora (Hierro), "só podia ter um desenlace fatal e assim foi".

O "El País" também vai buscar a "malapata". A "Roja" nunca bateu uma seleção anfitriã em fases finais de grandes competições. "Espanha perde na roleta russa", anuncia o "El Mundo". O jornal critica a federação espanhola destaca a "nefasta gestão e nefasto final" da seleção, cujos jogadores acabaram em "lágrimas por um Mundial de disparate".

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