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Hospitais católicos vão ter de fazer abortos na Irlanda, diz primeiro-ministro

14 jun, 2018 - 15:59

Nenhuma instituição que receba fundos públicos poderá escusar-se a praticar abortos a partir do momento em que a prática for legal, mas a objeção de consciência para indivíduos será protegida.
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Os hospitais católicos na República da Irlanda não poderão recusar fazer abortos quando a respetiva legislação for aprovada, disse esta quinta-feira o primeiro ministro, Leo Varadkar.

Uma maioria de irlandeses decidiu em referendo, no final de maio, eliminar o artigo 8.º da Constituição irlandesa, que proibia o aborto em praticamente todas as circunstâncias. Espera-se, agora, que o Governo legalize o aborto a pedido até às 12 semanas.

Esta quinta-feira, respondendo a dúvidas de deputados no parlamento irlandês, o primeiro-ministro disse que, embora a objeção de consciência esteja garantida para profissionais de saúde, as instituições que recebam fundos públicos não a poderão invocar.

Muitos hospitais na Irlanda pertencem à Igreja Católica, incluindo dois dos maiores da capital, Dublin.

“Não será possível aos hospitais que recebem fundos públicos, independentemente de quem os detém, deixar de fornecer estes serviços necessários, que serão legais neste Estado quando a legislação for aprovada”, disse Leo Varadkar.

“A legislação permitirá a objeção de indivíduos, por razões de consciência ou de religião, mas não de instituições”, concluiu.

Comentários
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  • Cristo
    17 jun, 2018 Lisboa 08:30
    Este primeiro ministro deve de sofrer de tics nazistas,nao respeita a crença religiosa e qer impor aos anti aborto a execução do mesmo.O facto de terem dinheiros públicos não lhe dá o direito de impor atos anti natura pra aqueles hospitais.A gestapo não faria melhor,pol pot tb não.Foi assim q ruiram os grandes impérios Roma ,Alexandre o grande etc.A lei da força e não da razão provocam forte reação.
  • IRA
    15 jun, 2018 lisboa 15:03
    Vai o primeiro ministro fazer os abortos ,é fácil a aprendizagem e fica ocupado sem chatear irlandeses.Alterna a profissão atual com a de abortista eximinio