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Universidade de Coimbra aposta em projeto de inclusão de estudantes migrantes e refugiados

14 jun, 2018 - 14:18

O projecto "Lend a Hand" ajuda professores e outros agentes educativos na inclusão escolar e social de crianças estrangeiras em fuga dos países de origem.
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Uma equipa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), desenvolveu um "kit" no âmbito do projeto internacional "Lend a Hand - Programa de Inclusão Social nas Escolas para Crianças Migrantes e Refugiadas", que ajuda professores e outros agentes educativos na inclusão escolar e social de crianças migrantes e refugiadas.

O "kit" consiste numa proposta de atividades complementada por esquemas de avaliação de competências dos alunos e da eficácia das intervenções. O principal objetivo é, através dos currículos, fazer com que as escolas que acolhem crianças migrantes promovam o diálogo intercultural.

“O projeto tem o beneficio de chamar à atenção para questões que, em Portugal, ainda não são muito conscientes, mesmo para outros alunos estrangeiros: questões culturais, hábitos de alimentação, cultos religiosos, etc.”, diz à Renascença a coordenadora da equipa portuguesa, na Cristina Almeida.

O programa é financiado pela União Europeia através do programa ERASMUS +. Para além da Universidade de Coimbra (UC), participam na investigação as universidades de Gazi (Turquia) e de Florença (Itália).

“A equipa turca convidou a UC para colaborar, devido às tradições que temos de acolhimento de migrantes e pelas referências de inclusão em termos educativos”, explica Ana Cristina Almeida.

Tendo em conta as dificuldades por parte de professores do ensino básico dos países envolvidos no projeto, o "kit" resultou num conjunto de sugestões para o desenvolvimento global das crianças, a implementar na sala de aula, escola e comunidade.

“Por um lado, o kit complementa recursos que já existem, através de uma vertente mais humanista de acolhimento, e preocupa-se também em fazer um acolhimento das crianças e dos jovens nas famílias antes e depois da escola”, salienta a coordenadora portuguesa do projecto.

Para a especialista, a principal preocupação é fornecer um conjunto de ferramentas, pela aprendizagem da língua portuguesa e pela consciencialização de todos das oportunidades ampliadas da abertura à diversidade.

Deste projecto resultou ainda um plano de ação estratégico dirigido aos decisores políticos dos países parceiros. O documento apresenta um conjunto de recomendações e medidas facilitadoras da inclusão, como estreitamento da relação da escola com a comunidade e com a família, a formação professores e preparação para a interculturalidade.

“O kit é forma de chamar também à atenção destas ferramentas em construção e para o intercâmbio de experiências que vão acontecendo em anonimato”, remata Ana Cristina Almeida.

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