O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
A+ / A-
Mundial 2018

Hierro diz que não vai mudar "absolutamente nada" para o jogo com Portugal

13 jun, 2018 - 16:40

A fórmula é não mexer e jogar como se os últimos dois dias não tivessem acontecido, diz o novo selecionador espanhol, entre o turbilhão. Após o adeus de Lopetegui, Hierro não virou a cara à responsabilidade e pede aos jogadores que sigam o exemplo.
A+ / A-

Fernando Hierro, novo selecionador de Espanha, admitiu, esta quarta-feira, que não conseguirá fazer mudanças na forma de jogar da equipa, para o jogo com Portugal. O antigo jogador assumiu o cargo após a destituição de Julen Lopetegui, anunciado como novo treinador do Real Madrid apenas três dias antes da estreia de Espanha no Mundial 2018.

"A nossa obrigação é jogar como se nada se tivesse passado", declarou Hierro, esta quarta-feira, em conferência de imprensa. Assumiu o cargo à última hora, face ao adeus de Lopetegui, e com muito pouca experiência como treinador principal, a nível sénior. Independentemente disso, o antigo defesa assumiu que "é um desafio bonito e apaixonante".

"As circunstâncias são o que são e aceito a responsabilidade. Entendo que a ambição que todos têm é grande e não posso defraudá-la", afirmou. Hierro assumiu que não pode "tocar naquilo que levou anos de trabalho a construir", pelo que, frente a Portugal, a fórmula é continuidade:

"Felizmente, a equipa técnica não nos deixou. Temos de ser inteligentes, coerentes e saber que daqui a dia 15 não há grande capacidade de mudança. Em dois dias, não podemos mudar absolutamente nada".

Dar o máximo, sem tempo para chorar ou dar desculpas

Hierro destacou o "grupo fantástico" que tem à disposição e garantiu que, "se não estivesse convencido" de que pode ter sucesso, não teria assumido o desafio. Aos jogadores, pediu "que mostrem a sua personalidade" e frisou que a equipa não tem "tempo para lamentar" até à estreia no Mundial, diante de Portugal, na sexta-feira.

"Isto não é justificação para não lutar pelo objetivo. O objetivo é lutar pelo Mundial, viemos para isso. O grupo sabe quais são os objetivos e o que tem de fazer. O que aconteceu não serve de desculpa", sublinhou.

Sobre o desafio de aceitar ser selecionador de Espanha, Hierro salientou que tem "a consciência muito tranquila" e que o "feedback" que recebeu dos jogadores "é muito positivo". O antigo jogador do Real admitiu, ainda, que, perante o convite da federação espanhola, a única opção era dar o sim: "Não podia dizer que não porque eu próprio não me perdoaria".

Espanha arranca frente a Portugal, na sexta-feira, às 19h00, em Sochi. Relato na Renascença e acompanhamento, ao minuto, em rr.sapo.pt.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.