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Patrão desmente motivo da greve. “A CP não faz serviços sem dois agentes escalados”

12 jun, 2018 - 13:02

Presidente da empresa calcula que a paralisação de 24 horas venha a ter um impacto financeiro na ordem dos 700 mil euros.

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O presidente da CP desmentiu esta terça-feira que haja composições a circular com apenas um maquinista, uma das principais queixas enumeradas pelos funcionários da empresa ferroviária que estão hoje em greve.

Carlos Nogueira garante que as composições continuam a circular sempre com dois agentes e não apenas com o maquinista como alegam os trabalhadores.

“A CP não fez, não faz, não fará serviços sem dois agentes escalados de entre as categorias profissionais previstas na regulamentação de segurança ferroviária, quer a nível nacional, quer da própria CP, que tem uma regulamentação própria depositada junto do Instituto de Mobilidade e Transportes”, garante o responsável.

Já José Manuel Oliveira, dirigente sindical da FECTRANS, a Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações, quer regulamentação clara sobre o assunto.

Para o sindicalista, a "boa vontade" do atual presidente da CT não basta.

"Não queremos que isto fique nas boas vontades do presidente da CP, que hoje é este e amanhã poderá ser outro. O que nós queremos é que a regulamentação seja clara e que ponha todos os operadores dentro das mesmas condições. Hoje o presidente diz assim, mas amanhã com a atual regulamentação que existe um outro presidente da CP pode ter uma interpretação diferente e, por sua iniciativa, passar a operar apenas com um agente."

A partir do próximo ano, alerta José Manuel Oliveira, vai estar em marcha "a liberalização do transporte ferroviário", na sequência da qual poderão surgir "novos potenciais operadores", o que por sua vez "pode levar a que as empresas que hoje já cá estão se comecem a defender da concorrência de outros baixando os custos e reduzindo o número de trabalhadores".

Entre os trabalhadores que poderão vir a ser despedidos contam-se os que ocupam os cargos de revisores, funcionários das bilheteiras e as suas chefias diretas, num total de quase mil funcionários.

Impacto da paralisação

Até às 10h desta manhã, a CP registou 40% de supressões de comboios no âmbito da greve de 24 horas que termina à meia-noite e que, segundo o presidente da empresa, deverá ter um impacto de 700 mil euros.

Em declarações aos jornalistas, ainda antes do início da paralisação, Carlos Nogueira explicou que, mesmo com serviços mínimos e os "esforços da CP", até às 10h "a taxa de supressões atingiu os 40%".

Questionado sobre os prejuízos da segunda paralisação deste mês, o responsável informou que "não andará longe de 700 mil euros", mas que os números exatos serão conhecidos mais tarde.

Sobre a anterior greve, no passado dia 4 de junho, Carlos Nogueira revelou que a perda de receita para a empresa foi de 1,3 milhões de euros.

Para o final deste mês está já convocada outra paralisação de dois dias apenas no Norte do país, guiada pelo mesmo caderno de reivindicações.

Comentários
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  • augusto melo
    17 jul, 2018 lisboa 13:23
    Claro que querem reduzir pessoal. Vou muitas vezes ao Porto e Braga, e raramente vejo um revisor/fiscal, dá azo a muitas borlas á nossa custa. A falta de pessoal tipo revisor ou fiscal não é exclusivo da CP. Nota-se e bem em Lisboa a Carris passou a ser a santa Casa de muitos penetras.
  • MASQUEGRACINHA
    12 jun, 2018 TERRADOMEIO 16:28
    Mas que parte de "ponham isso por escrito" é que o Governo e a Administração da CP não compreenderão? Ou será que, por compreenderem até muito bem, é que continuam a não resolver um problema de solução tão simples? Põem por escrito, acabou-se a greve, ponto final. Se isto não é má-fé, desinformação e conversa de papas-e-bolos, não sei o que o seja. Devem valer pipas de massa, os ganhos futuros com redução de pessoal, é o que concluo. Nós cá estaremos para pagar o desemprego dos redundantes.