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Merkel e Costa visitam I3S no Porto

30 mai, 2018 - 19:26

Dois líderes viajaram numa viatura produzida na Autoeuropa.
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A chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro português, António Costa, chegaram às 17h33 ao Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S), no Porto, no mesmo Volkswagen T-Roc produzido na fábrica da Autoeuropa, em Palmela.

Na zona universitária, com um grande perímetro de segurança policial, os dois chefes de Governo foram recebidos pelo reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, que os apresentou aos presidentes dos três institutos agregados no I3S: Sobrinho Simões, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), Cláudio Sunkel, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e Fernando Jorge Monteiro, do Instituto de Engenharia Biomédica (INEB).

Merkel, Costa e uma comitiva restrita visitaram depois dois laboratórios e a uma plataforma científica do I3S, o Bioengineered 3D Microenvironments, que trabalha na interface entre a bioengenharia e a biomedicina; o Nanomedicines & Translational Drug Delivery, centrado no desenvolvimento de sistemas de entrega de fármacos, recorrendo em particular à nanotecnologia; e a Bioimaging, que visa promover o avanço, melhoramento, integração e utilização de soluções no domínio da bioimagem.

O laboratório Bioengineered 3D Microenvironments foca-se no "desenvolvimento de biomateriais avançados para estratégias de engenharia de tecidos e medicina regenerativa, e para investigação na área do cancro", descreve o I3S em comunicado.

"Diferentes tipos de hidrogéis desenhados a nível molecular têm vindo a ser utilizados na criação de matrizes 3D artificiais que recapitulam características estruturais e bioquímicas da matriz extracelular de tecidos nativos", acrescenta.

"Em última análise", o conhecimento deste laboratório, "será traduzido no desenvolvimento de sistemas avançados de entrega celular para terapias regenerativas e de modelos 3D fisiologicamente relevantes para estudos in vitro em diferentes campos da biomedicina", descreve o I3S.

Quanto ao laboratório Nanomedicines & Translational Drug Delivery, recém-constituído, reúne 18 investigadores e "é dirigido ao desenvolvimento de nanomedicinas através da identificação de alvos biológicos".

O objetivo "passa por propor ligantes funcionais e produzir nanoplataformas customizadas para a distribuição de moléculas terapêuticas, permitindo uma abordagem mais eficaz a doenças metabólicas, infeções e cancro".

"Tendo como base a nanotecnologia, a investigação do grupo tem como propósito a criação de soluções patenteáveis e prontas a ser testadas em contexto clínico. Diabetes, cancros gastrointestinais e a infeção por HIV são as principais áreas de interesse clínico", acrescenta o instituto.

A Bioimaging, plataforma científica do i3S quer "promover o avanço, melhoramento, integração e utilização de soluções no domínio da bioimagem através da investigação, desenvolvimento tecnológico, treino e educação com foco nas áreas de biomateriais, nano-medicina e medicina regenerativa".

"Os diferentes recursos disponíveis incluem a captação de imagens a nível molecular, topografia de superfície e espectroscopia de força (utilizando a microscopia de força atómica) e aquisição não destrutiva de imagens da composição química (mediante a utilização da microscopia confocal Raman)".

A isto, soma-se a "captação de imagens multidimensionais de alta resolução de células, tecidos, biomateriais, células vivas (microscopia confocal por varrimento laser e citometria de fluxo com capacidade de aquisição de imagens); a aquisição de imagens anatómicas e funcionais em pequenos animais (com a ajuda de um ecógrafo), assim como apoio para a posterior análise das imagens obtidas".

Segundo o I3S, as suas plataformas científicas "são um dos maiores ativos do Instituto, atuando como disseminadoras de conhecimento, ao mesmo tempo que proporcionam formação contínua tanto aos investigadores do nosso Instituto como ao resto da comunidade científica em geral".

"O funcionamento das nossas plataformas cientificas mobilizam recursos tecnológicos e humanos por forma a fornecerem um serviço altamente especializado e customizado, indo ao encontro das necessidades (infraestruturas, tecnologia e conhecimento) das comunidades científica e académica, assim como da indústria", acrescenta.

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