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10 frases de D. António Marto, o próximo cardeal português

20 mai, 2018 - 14:44

Como o pai lhe abriu os olhos para o valor da religiosidade popular, a simplicidade dos milagres de Fátima e como Papa Francisco mudou a sua forma de ser pastor. Conheça D. António Marto, que o Papa vai nomear cardeal dia 29 de junho.
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“Fátima é um oásis de misericórdia. Refere-se ao amor apaixonado, o amor de entranhas de Deus pela humanidade que aqui nos foi dado a conhecer pelo rosto materno de Maria”. Entrevista à Renascença, 5 dezembro 2015

“Quando acabei o curso, era um racionalista, éramos muito racionalistas. (…) Às vezes olhávamos até com desdém, com desprezo, para as expressões de piedade popular. (…) Depois, um dia, o meu pai deu-me uma lição grande. Disse-me: “Ó meu filho, eu queria-me confessar, tenho um padre em casa, porque é que hei de andar a procurar outro?” (…) Vi a delicadeza de consciência daquele homem. (…) Isso foi como cair as escamas dos olhos.” Entrevista ao Observador, 7 maio 2017

“Eu costumo dizer: os milagres de Fátima não são espetaculares, não fazem notícia de primeira página, mas muita gente refaz a sua vida aqui. Há todo um bem que está presente por todo o lado, que não faz notícia, mas é esse que sustenta o mundo. É esta outra dimensão que Fátima também faz ver". Entrevista à Renascença, 13 fevereiro 2017

[Sobre a eutanásia] “Não se elimina o sofrimento eliminando a pessoa. É preciso cuidar da pessoa para lhe aliviar o sofrimento com todos os meios”. Conferência de imprensa que antecedeu o início da peregrinação de 12 e 13 de maio de 2018 ao Santuário de Fátima.

“O Papa Francisco é uma voz profética capaz de abater muros de separação, de lançar pontes de encontro entre os homens e os povos, de ser a voz dos sem voz (dos pobres, sofredores, descartados), de abrir caminhos de esperança e de paz, de levar a alegria do evangelho a todas as criaturas em quaisquer condições que se encontrem.” Durante a celebração da canonização dos Pastorinhos, 13 maio 2017

“O que muda muitas pessoas não são as grandes ideias ou pensamentos, mas o terem-se encontrado com alguém que se aproximou em atitude de acolhimento e amizade e as ajudou a renovar-se”. Jubileu Jovem, 10 setembro 2017

“Até eu mudei com o Papa Francisco a minha maneira de ser pastor, mais próximo, mais acolhedor. Ir mais ao encontro das pessoas e guiar a diocese que me foi confiada nesse sentido. As pessoas gostam que o pastor esteja no meio do rebanho. Como diz o Papa, gostam que o pastor cheire as ovelhas, que conheça a vida do povo”. Entrevista ao Diário de Notícias, 4 abril 2016

“Estamos a assistir a uma espécie de rejeição do fenómeno religioso. Já não digo só do catolicismo ou do cristianismo - é do fenómeno religioso, relegando-o para a esfera privada da consciência de cada um, e não o deixando ter uma expressão na sociedade. O poder político e o Estado são laicos, mas isso não significa ser anti-religioso, porque a sociedade civil é religiosa na pluralidade das suas expressões”. Entrevista à Renascença, 5 dezembro 2015

“Os cristãos e católicos são enviados a redescobrir toda a riqueza e a beleza da sua fé, e a não ficarem na superficialidade das coisas exteriores e da mera tradição, do 'faz-se porque assim se fez'. Isso hoje já não é mais possível, no contexto plural em que nós vivemos. Hoje, só por convicção é que se pode ser cristão”. Entrevista à Renascença, 5 dezembro 2015

“Onde quer que levemos pão aos famintos, proximidade aos sós, conforto aos doentes e aflitos, justiça e dignidade aos oprimidos, reconciliação e paz onde reina o conflito, aí levamos o reino de Cristo”. Encerramento do centenário das aparições com missa em Fátima, 26 novembro 2017


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