O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
A+ / A-

Secretário de Estado "votaria contra" a eutanásia

18 mai, 2018 - 11:46

José Luís Carneiro considera que ainda há muito a fazer, quer no que diz respeito ao debate quer no que respeita aos cuidados domiciliários e paliativos.
A+ / A-

Veja também:


No Governo, há mais uma voz contra a legalização da eutanásia. O secretário de Estado das Comunidades diz à Renascença que, se fosse deputado, votaria contra as propostas que vão a debate no dia 29, incluindo a do PS.

“Se fosse votar, votaria contra essa decisão”, afirma. Porquê? “Não tem havido um debate tão amplo quanto seria desejável, transversal à sociedade portuguesa. Parece-me que o debate tem sido muito fechado em torno de questões muito técnicas e não me parece que tenha perpassado no conjunto da sociedade portuguesa”.

José Luís Carneiro considera ainda que “o país tem um caminho muito grande a fazer em termos de reforço dos cuidados domiciliários na comunidade e em termos de investimento nos cuidados paliativos”.

“Essa é uma porta sobre a qual deve haver, em primeiro lugar, um amplo debate público nacional e, segundo, um amplo consenso nacional sobre as reais condições de vida social e o conjunto dos valores sociais que devem organizar e orientar a nossa sociedade antes de se dar esse passo”, defende.

A legalização da eutanásia ser votada no Parlamento, na generalidade, no dia 29. Os projetos de lei vão ter votação nominal, ou seja, serão alvo de uma votação deputado a deputado.

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • fanã
    18 mai, 2018 aveiro 18:49
    "ainda há muito que fazer"....em bom Português , todos sabemos o que isso significa , (esperar e esperar sentado) , entretanto continuara-se a morrer de forma indigna em muitos casos , por falta de estruturas Medicas para esse fim . Sr. Ministro espero que nunca venha a precisar de ser cuidado com toda a qualidade digna e eficiente que qualquer ser humano tem direito de ter . Mas no seu caso , com meios mais abastados encontrará de certeza uma clínica ou hospital privados , que lhe vão proporcionar todos os miminhos adequados ao seu esta do de Saúde , e talvez aceder a algum pedido , digamos "incomum" !!!!!!!!!!!...........Saúde é o que lhe desejo !
  • João Lopes
    18 mai, 2018 Viseu 13:01
    A eutanásia e o suicídio assistido continua a ser homicídio mesmo que a vítima o peça, tal como a escravatura é sempre um crime, mesmo que uma pessoa quisesse ser escrava! Com a legalização da eutanásia e do suicídio assistido, o Estado declararia que a vida de pessoas doentes e em sofrimento não lhe interessa, e não as protege. A eutanásia e o suicídio assistido são diferentes formas de matar. O parlamento, os tribunais, os hospitais, os médicos e enfermeiros, existem para defender a vida humana e não para matar nem serem cúmplices do crime de outros.