O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
A+ / A-
Lúcio Correia

Presença no Jamor não invalida rescisão por justa causa dos jogadores do Sporting

16 mai, 2018 - 15:53

Lúcio Correia, especialista em direito desportivo, considera que cada caso terá de ser visto indivualmente e defende que as situações têm de ser avaliadas num contexto temporal e que vai muito além do ato de violência a que se assistiu na Academia de Alcochete.
A+ / A-

Os jogadores do Sporting garantem a presença na final da Taça de Portugal, no Jamor, no domingo, mas deixam em aberto a decisão que cada um tomará, na segunda-feira. A imprensa já deu conta que alguns atletas ponderam rescindir contrato unilateralmente e por justa causa.

Lúcio Correia, especialista em direito desportivo, considera que o facto dos jogadores e a equipa técnica se apresentarem ao serviço no domingo, na final da Taça, não interfere com a eventualidade de um atleta, na segunda-feira, rescindir com justa causa.

"Não é pelo facto de os atletas comparecerem, como é seu dever contratual, no jogo da final da Taça, que passam a ter automaticamente condições, quer do ponto de vista contratual quer do ponto de vista anímico e desportivo, para que possam cumprir o contrato até ao fim", alega o jurista, em entrevista à Renascença.

Motivos vão para além da invasão a Alcochete

Lúcio Correia explica que as razões a apresentar pelos jogadores vão além do episódio de violência de quarta-feira à tarde. "Temos de avaliar a situação num contexto temporal e de circunstância que vão muito mais além daquilo que se passou ontem [quarta-feira]. As coisas já se tinham vindo a deteriorar há algum tempo. Já tinham existido alguns rumores de suspensões dos atletas anteriormente, de algum descontentamento dos jogadores perante algumas atitudes da SAD, nomeadamente, do seu presidente. Não é o facto de eles comparecerem, por si só, que passam automaticamente a ter condições", reforça.

O especialista em direito desportivo anota que cada caso terá de ser "analisado a nível individual". "Não é pelo facto de alguém não comparecer que passa automaticamente a poder rescindir o contrato e não é pelo facto de alguém comparecer que passa imediatamente a ter condições de não o fazer. Isto tem de ser avaliado caso a caso. Com certeza que a assessoria do Sindicato e dos atletas irão analisar muito concretamente", observa Lúcio Correia.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.