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​Greve dos trabalhadores da saúde adiada após acordo parcial com Governo

14 mai, 2018 - 23:52

Governo e sindicato alcançaram acordo sobre a carreira geral dos assistentes e técnicos superiores de saúde, mas existem outras reivindicações que ainda não foram satisfeitas.
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A greve dos trabalhadores da saúde, excetuando médicos e enfermeiros, dos sindicatos afetos à CGTP foi adiada de 25 de maio para 15 junho, após um acordo com o Governo sobre a carreira geral dos técnicos superiores de saúde.

Segundo adiantou à agência Lusa Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, na reunião desta segunda-feira com o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, foi alcançado acordo sobre a carreira geral dos assistentes e técnicos superiores de saúde, mas existem outras reivindicações que ainda não foram satisfeitas.

Para dar tempo para informar devidamente os interessados do acordo agora alcançado, que estava a ser negociado desde 2002, a Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública decidiu adiar para 15 de junho a greve de 24 horas inicialmente marcada para 25 de maio.

Ana Avoila explicou que a greve não foi desconvocada porque persistem questões por resolver pelo Ministério da Saúde, designadamente a criação de uma carreira de técnico auxiliar de saúde, o pagamento do trabalho suplementar aos trabalhadores da saúde e a contratação de pessoal, face à falta de meios humanos neste setor.

Em anteriores declarações, Ana Avoila havia alertado que os técnicos de diagnóstico e terapêutica pretendiam um "aumento geral dos salários" e a abertura de concursos na área da saúde, queixando-se da falta de pessoal, que leva os trabalhadores a "um ritmo de trabalho muito pesado".

Na altura, Ana Avoila reclamou mais investimento nos serviços públicos de saúde, considerando que o anterior Governo (PSD/CDS_PP) "delapidou os serviços" e que o atual Executivo "não tem resolvido nem investido, deixando piorar a situação" na saúde.

No pré-aviso de greve estão abrangidos os trabalhadores, exceto médicos e enfermeiros, que trabalham nos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como os hospitais, que "sentem forte indignação pela degradação crescente das suas condições de trabalho".

Os trabalhadores reivindicam a aplicação do horário de trabalho de 35 horas semanais, progressão de carreira, dignificação das carreiras da área da saúde, reforço de recursos humanos, pagamento de horas de trabalho extraordinário, e a aplicação do subsistema de saúde ADSE (para funcionários públicos) a todos os trabalhadores.

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