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Marcelo não comenta caso Manuel Pinho

03 mai, 2018 - 13:36

O presidente da República voltou a não comentar o caso, dizendo que, "para a sanidade das democracias, não fala um caso em concreto".
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, voltou a recusar tercer comentários sobre o caso que envolve Manuel Pinho, suspeito de ter recebido cerca de um milhão de euros entre 2006 e 2012, enquanto era ministro da Economia.

“Na altura, não sendo ainda Presidente da República, de dizer o que pensava. Sobre os casos de ligação entre poderes políticos e poderes económicos, disse o que pensava noutras circunstâncias. Mas para a sanidade das democracias, não vou falar sobre um caso em concreto”, defendeu o Presidente da República, à saída de uma iniciativa na Fundação Calouste Gulbenkian.

Marcelo volta assim a recusar comentar o caso, depois de na quarta-feira ter dito, à margem da inauguração do Mercado Temporário do Bolhão, no Porto, que “não comenta comissões de inquérito”.

"Não comento as comissões parlamentares de inquérito. Acompanho com interesse e respeito, mas no âmbito da separação de poderes não formulo opiniões sobre a actuação do parlamento", disse o Presidente da República, no dia em que o Bloco de Esquerda formalizou o pedido de constituição de uma comissão parlamentar de inquérito ao caso que envolve o antigo ministro de José Sócrates.

De acordo com o jornal, a investigação diz respeito a benefícios de mais de 1,2 mil milhões de euros alegadamente concedidos à principal elétrica nacional por parte de Manuel Pinho, ex-ministro da Economia do Governo de José Sócrates.

Em causa estão pagamentos no valor de mais de um milhão de euros que terão sido realizados entre 18 de outubro de 2006 e 20 de junho 2012 a uma nova sociedade offshore de Manuel Pinho, a Tartaruga Foundation, com sede no Panamá, por parte da Espírito Santo (ES) Enterprises, outra offshore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas (habitualmente designada como “saco azul” do GES).

Os procuradores consideram que as transferências foram realizadas por ordem de Ricardo Salgado para beneficiar o Banco Espírito Santo, o Grupo Espírito Santo e a EDP enquanto Manuel Pinho exerceu funções públicas no Governo de Sócrates.

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