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Educação Religiosa nas escolas não é um privilégio, mas um direito, diz D. José Cordeiro

02 mai, 2018 - 15:24 • Olímpia Mairos

O bispo de Bragança-Miranda publicou uma nota pastoral sobre a importância da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) para a “educação integral” e afirma que esta “não pode depender da boa ou má vontade das direções ou dos diretores de turma”, apelando a que se “respeite a legislação”.
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Numa altura em se aproxima mais um período de matrículas nos estabelecimentos de educação, D. José Cordeiro publica uma nota pastoral sobre a importância da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica e pede aos pais e encarregados de educação que promovam esta opção educativa, “assente em valores, no caso, em valores cristãos”.

Na nota enviada à Renascença, o bispo de Bragança-Miranda afirma que a educação “é um direito essencial e fundamental para o crescimento e desenvolvimento humano que deve ser defendido e promovido”, sublinhando que esta “não consiste unicamente em transmissão de saberes e saberes fazer para que as crianças, adolescentes e jovens possam aceder e concretizar, no seu futuro, determinadas profissões e inserirem-se ativamente na sociedade”.

O prelado transmontano considera que tal entendimento de educação “ignora ou relega para segundo plano algo que é imperativo na sociedade hodierna” e defende a “necessidade de se dar também resposta à busca incessante do sentido da vida, das questões mais profundas do ser humano e a abertura à transcendência, para que as crianças e jovens possam concretizar os seus sonhos e receber os verdadeiros valores que necessitam para fundamentar e dar sentido às suas vidas”.

“Para uma boa educação integral é essencial que, além dos programas das outras disciplinas, as alunas e os alunos recebam também uma boa formação moral e religiosa”, defende o bispo de Bragança-Miranda, reiterando que “ela oferece uma educação integral, que perspetiva a vida assente em valores”.

No documento enviado à Renascença, D. José Cordeiro lembra que a formação moral e religiosa nas escolas é um direito consagrado na legislação portuguesa e na Concordata e apela a que se “respeite a legislação, no que concerne à sua obrigatória oferta, à constituição dos horários e das turmas”.

“Não é uma disciplina menor. O lugar da EMRC é a Escola. Por isso, a presença da EMRC ou de outra confissão na escola, não é um privilégio, mas um direito”, reforça o prelado, considerando que “não pode depender da boa ou má vontade das direções ou dos diretores de turma, e muito menos se concebe que haja na escola quem a menospreze e até a desaconselhe, quando ocorre o período das matrículas”.

O bispo informa que o Secretariado de Educação Moral e Religiosa Católica Diocesano está ao serviço dos pais para “clarificar dúvidas e para oferecer orientações”, assim como estão disponíveis os professores de EMRC, a quem D. José agradece a “generosa entrega e dedicação” e a quem pede que “pelo exemplo testemunhem, por palavras e gestos, os valores que, em nome de Jesus Cristo e da Igreja, ensinam nas salas de aula”.

A finalizar a nota pastoral, D. José anima os pais e encarregados de educação a serem “consequentes com a pretensão da melhor educação” e a serem “consequentes também com as convicções religiosas e com o compromisso adquirido” no dia do batismo dos filhos, “procedendo à sua matrícula em EMRC”.

Comentários
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  • Anónimo
    03 mai, 2018 00:43
    Indoutrinação infantil tem é que ser criminalizada. Se é crime dar álcool a crianças, também devia ser crime meter-lhes na cabeça misticismos.