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Santuário de Fátima retoma visitas temáticas à exposição sobre o milagre do Sol

02 mai, 2018 - 13:33 • Teresa Paula Costa

Primeira de seis visitas previstas até outubro vai ser orientada esta quarta-feira por Henrique Leitão. O Prémio Pessoa 2014 vai falar sobre "Fé e Ciência: duas visões em confronto?".
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Com a chegada do mês de maio, o Santuário de Fátima retoma as visitas temáticas à exposição sobre o milagre do Sol.

Intitulada “As Cores do Sol – A Luz de Fátima no Mundo Contemporâneo” a exposição evocativa da última aparição de 1917 baseia-se nos acontecimentos históricos de 13 de outubro desse ano, e nos relatos diretos e indiretos sobre o “milagre do sol”. Considerada a “mais ambiciosa” que o Santuário de Fátima já promoveu, a exposição pretende recriar, através de vários mecanismos sensoriais, cenários relacionados com a paisagem desse dia, e conta com “peças cedidas, em regime de empréstimo, por colecionadores particulares e por instituições eclesiais e do mundo civil”.

Para ajudar à sua interpretação, até outubro, em todas as primeiras quartas-feiras de cada mês, haverá uma visita temática sempre com um convidado diferente. “É uma forma de atrair novos públicos”, diz à Renascença Marco Daniel Duarte, o comissário da exposição. O primeiro convidado é Henrique Leitão, que neste dia 2 de maio irá falar sobre “Fé e Ciência: duas visões em confronto?”, a propósito do modelo do Sistema Terra-Sol. Formado em física, Henrique Leitão é professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, investigador principal no Centro Interuniversitário da História das Ciências e Tecnologia, e uma das figuras mais importantes na modernização da história da ciência de Portugal. Foi prémio Pessoa em 2014.

Partindo do primeiro objeto patente na exposição, um modelo científico usado na universidade para explicar aos alunos como é que a Terra gira à volta do Sol, Henrique Leitão “irá falar sobre a centralidade de Deus na história humana, ou seja, como é que a fé e a ciência olham para a presença de Deus nos nossos dias. É um tema discutível e que está na génese do que é Fátima logo em 1917”, explica à Renascença Marco Daniel Duarte, sublinhando que “o que Fátima vem dizer à humanidade é que Deus continua presente na história humana”. Por isso o convite lançado a Henrique Leitão, personalidade que “tem um posicionamento sobre a ciência muito claro, e que chega a concluir que não é apenas aquilo que se mede que pode explicar aquilo que somos à face da Terra”, adianta ainda.

Até outubro já estão calendarizadas outras visitas temáticas: dia 6 de junho a visita será orientada pelo fotógrafo Paulo Catrica, e terá como ponto de partida “As fotografias de 13 de outubro de 2017”. Dia 4 de julho Sandra Costa Saldanha, do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, irá falará sobre “A retórica da arte sacra na Idade Moderna”. A 1 de agosto Ana Rita Santos vai centrar-se sobre “Os desafios de uma exposição à conservação do espólio histórico”. A 5 de setembro Laura Castro falará sobre a obra de Irene Vilar, a propósito das esculturas “Esta árvore tem dois mil anos” e “Imaculado Coração de Maria”. A última visita temática está marcada para 3 de outubro e será orientada por Isabel Roque sobre “O papel da museologia na apresentação de conteúdos”.

As visitas realizam-se nas primeiras quartas-feiras do mês, sempre às 21h15, e com entrada livre. Esta exposição pode ser vista até 31 de outubro, todos dias, entre 9h00 e as 19h00, no Convivium de Santo Agostinho, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade.

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