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Suspeito dos atentados de 11 de setembro detido na Síria

19 abr, 2018 - 12:52

Mohamed Haidar Zammar é acusado de recrutar os homens que executaram os atentados. Está a ser investigado por um comité conjunto das Forças Democráticas Sírias e da coligação internacional dirigida pelos EUA.
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Foi detido na Síria um suspeito de envolvimento nos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Tem 50 anos e nacionalidade alemã, mas origem síria. Foi detido pelas forças curdas na Síria na quarta-feira.

“Mohammed Haydar Zammar foi capturado pelas forças de segurança curdas no norte da Síria e está em curso o interrogatório”, indicou um comandante curdo à agência noticiosa AFP.

Zammar é acusado de ter recrutado os homens que executaram os atentados em Nova Iorque (Torres Gémeas) e em Washington (Pentágono). Foi detido em Marrocos, em dezembro de 2001 e foi entregue às autoridades sírias duas semanas depois.

Em 2007, um tribunal sírio condenou-o a 12 anos de prisão, mas, quatro anos depois, com o início da guerra no país, acabou por ser libertado no meio de outros prisioneiros islâmicos, que se uniram a grupos extremistas – entre os quais a Frente al-Nusra (Síria), com ligações à Al-Qaeda.

Mohammed Haydar Zammar garantiu, mais tarde, ter saído dessa organização, mas ter-se-á tornado membro do grupo extremista autodenominado Estado Islâmico.

Mohamed Haidar Zammar está agora a ser investigado num centro de detenção das forças de segurança curdas Asayish na Síria, por um comité conjunto das Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança árabe-curda, e da coligação internacional dirigida pelos Estados Unidos.

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  • Minoria Silenciosa
    19 abr, 2018 Lx 19:33
    "Cidadão de nacionalidade alemã e de origem síria". Esse é que é o problema. Os árabes e a visão cega e fanática das suas religiões, não foram feitos para habitar a Europa. Não conseguem viver pelos valores europerus.
  • Anónimo
    19 abr, 2018 18:33
    "Em 2007, um tribunal sírio condenou-o a 12 anos de prisão, mas, quatro anos depois, com o início da guerra no país, acabou por ser libertado no meio de outros prisioneiros islâmicos, que se uniram a grupos extremistas – entre os quais a Frente al-Nusra (Síria), com ligações à Al-Qaeda." Boa, Estados Unidos, graças a vocês um terrorista que tinha sido detido pelo regime de Assad foi libertado! Metem nojo!