O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
A+ / A-

​Marcelo e Rajoy. Europa forte precisa de força conjunta de Portugal e Espanha

17 abr, 2018 - 13:41

Primeiro-ministro espanhol deu a eleição de Mário Centeno para Presidente do Eurogrupo como um exemplo da boa cooperação entre os dois países.
A+ / A-

O Presidente da República sustentou esta terça-feira que a força conjunta de Espanha e Portugal é determinante para a Europa se fortalecer em termos institucionais e no plano internacional, contribuindo para a resolução de conflitos.

Marcelo Rebelo de Sousa falava durante a sua visita de Estado a Espanha, em declarações conjuntas com o chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, sem direito a perguntas da comunicação social, no Palácio da Moncloa, em Madrid, onde os dois se reuniram.

"O mundo precisa de uma Europa forte, e não há uma Europa forte se não houver, como há, esta força conjunta de Espanha e de Portugal, de Portugal e Espanha, que é um fator determinante", afirmou.

Segundo o chefe de Estado, Portugal e Espanha trabalham "em conjunto" na União Europeia, por "uma Europa mais forte em termos institucionais e no mundo, portadora de paz, portadora de soluções políticas, de soluções negociais para os conflitos mais graves do mundo".

Marcelo Rebelo de Sousa salientou "o papel do presidente do Eurogrupo e do vice-presidente do Banco Central Europeu, que são dois lugares-chave que mostram a importância do contributo espanhol e português para a construção da Europa".

"Temos uma relação excelente entre Espanha e Portugal. Queremos ter uma União Europeia excelente, à medida desta relação. E é também disso que todos os dias falam o presidente do Governo espanhol e o primeiro-ministro português, os governos espanhol e português, naturalmente acompanhados e apoiados por sua majestade o rei de Espanha e pelo Presidente da República Portuguesa", acrescentou.

Na mesma linha, também o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, deu a eleição de Mário Centeno para Presidente do Eurogrupo como um exemplo da boa cooperação entre os dois países.

O presidente do Governo espanhol aludiu também à forma como os dois países saíram de uma grave crise económica.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Anónimo
    18 abr, 2018 23:09
    "Europa forte" precisa que não haja presos políticos no seu 5º maior estado-membro. Falam, e com razão, da Hungria e da Polónia mas ignoram o que se passa no Estado Espanhol.
  • Carlos Luna
    17 abr, 2018 Estremoz 15:09
    Pomposos e sorridentes. Politicamente corretos. Felizes com os previsíveis resultados. Amigos que tudo discutem. Assim sucederá entre 16 e 18 de abril (de 2018), entre Marcelo Rebelo de Sousa, de visita a Madrid, e Mariano Rajoy (que, entretanto, vai dando entrevistas amigáveis a órgãos de imprensa portugueses). Provavelmente, haverá encontros com outras entidades, nomeadamente o Rei... Curiosamente, em toda esta sintonia, já habitual, há sempre algo que fica de fora. Porque não é oportuno. Porque "o outro" é demasiado poderoso para lhe recordar que tem de respeitar o Direito Internacional....que aliás invoca quando lhe convém! Ainda que, pelas regas em vigor, o Direito Internacional obrigue todas as nações por igual, independentemente do seu tamanho. Mas isso pouco importante. Ainda que, se "o outro", o poderoso, ficar do outro lado do mundo...ali para o norte da Austrália, seja de destacar esse tacto. Timor, quem se lembra? Tempos houve em que as situações internas de cada um desaconselhavam levantar problemas. Porque seria desastabilizador. Por outro lado, se estava numa fase de relações tensas, não convinha piorar as coisas. Mas, se ocorria o contrário (boas relações), então não convinha fazer nada que pudesse pôr em causa uma boa amizade. Hipocrisia. Para se avançar com uma barragem, lá se pressionava o vizinho com um detalhe. Para garantir a posse das águas dum rio. E assim se avançou com o Alqueva, e se gere o empreendimento. Sempre muito, mas muito discretamente mesmo. Ao ponto de ser quase desconhecido da opinião pública. Pois... parece que nunca é oportuno. E o tempo passou. E passa. E Olivença é omitida. Sempre. Pelos mais díspares motivos. Por todos os já referidos, ou por outros. Inventem-se, se necessário. Que seja por causa da chuva, da seca, duma quadra festiva. Mas não se façam perguntas sobre soberania. Ignorando-se uma contenda que existe. Mas que se finge que não.