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Síria. Defesas antiaéreas respondem a “nova agressão”

17 abr, 2018 - 00:08

Damasco diz que intercetou mísseis sobre Homs. EUA garantem que não estão ativos no local e Israel também já negou a autoria do ataque.
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A televisão estatal síria noticiou, esta terça-feira de madrugada, que as defesas antiaéreas do país responderam a uma “nova agressão”, abatendo mísseis na área de Homs, no centro do país, mas os Estados Unidos rejeitam ter lançado qualquer ofensiva.

A Central de Imprensa síria, dirigida pelo governo, refere que o alvo do ataque é a base aérea Shayrat, em Homs.

A milícia Hezbollah, aliada do regime sírio, diz que também foram intercetados ataques contra um aeroporto próximo da capital síria.

Este relato ocorre dias depois de os EUA, o Reino Unido e a França terem realizado ataques aéreos contra alegadas instalações de armas químicas na Síria. Esta operação foi justificada como sendo uma retaliação por um suspeito ataque com armas químicas que atribuíram ao governo sírio.

Os Estados Unidos já vieram a público garantir que não estão ativos naquela região, deixando como principal suspeito o Estado israelita.

Israel já tentou atacar a Síria nos últimos meses. Um ataque em fevereiro acabou em fracasso, com dois caças israelitas abatidos pelas defesas sírias, no que foi celebrado como um enorme golpe por parte dos aliados de Bashar al-Assad mas há também relatos de militares iranianos mortos no início de abril fruto de um ataque lançado de Israel.

Além da Rússia, os principais aliados de Assad são o Irão – arqui-inimigo de Israel no Médio Oriente – e o Hezbollah, a milícia xiita libanesa que travou uma guerra com Israel em 2006.

Questionada pela agência Reuters sobre o assunto, fonte israelita recusa participação no ataque aéreo denunciado esta madrugada.

Esta terça-feira, o secretário norte-americano da Defesa vai falar ao Senado, para dar explicações sobre a operação militar conjunta com o Reino Unido e a França, no passado fim de semana.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, insiste que a decisão de conduzir os ataques com os aliados foi tomada em defesa dos interesses do Reino Unido e não por pressão de Donald Trump. Em França, Macron anuncia 50 milhões de ajuda humanitária à Síria.

Na Rússia, o ministro da Defesa já afirmou que os Estados Unidos e os Aliados atingiram alvos militares e não apenas armazéns, na operação do passado sábado.


[atualizada às 06h50]

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