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Deputado do BE renuncia ao mandato depois de caso de viagens

16 abr, 2018 - 13:00

Paulino Ascenção pediu desculpa pela prática incorreta.
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O deputado do Bloco de Esquerda (BE) Paulino Ascenção, eleito pela Madeira, renunciou esta segunda-feira ao mandato de deputado, na sequência da notícia sobre duplicação de abonos nas deslocações dos parlamentares eleitos pelas regiões autónomas.

"Por considerar que o exercício do mandato parlamentar tem de ser pautado pelo mais absoluto rigor e por inabaláveis princípios éticos, decidi, em coerência, renunciar ao mandato de deputado na Assembleia da República”, anunciou o deputado.

“Decidi igualmente proceder à devolução da totalidade do valor do subsídio de mobilidade. Não sendo possível a sua devolução ao Estado português, este será entregue a instituições sociais da região da Madeira, círculo eleitoral pelo qual fui eleito”, acrescenta no comunicado.

Em causa está a notícia avançada pelo “Expresso” no sábado, segundo a qual existe uma duplicação de abonos para deslocações dos deputados eleitos pelas Regiões Autónomas.

"Sendo um dos deputados visados, considero, após reflexão, que esta foi uma prática incorreta. Quero, por isso, apresentar o meu pedido de desculpa", sublinha.

Paulino Ascenção é um dos sete deputados eleitos pelos círculos eleitorais da Madeira e dos Açores que, de acordo com a investigação do jornal "Expresso", são reembolsados por viagens que não pagam.

Pelo PS, estão envolvidos o líder da bancada socialista, Carlos César, e os deputados Lara Martinho, João Azevedo Castro, Luís Vilhena e Carlos Pereira, enquanto pelo PSD há um envolvido: Paulo Neves.

Segundo a manchete do semanário de sábado, os deputados à Assembleia da República que são das regiões autónomas dos Açores e Madeira têm direito a um subsídio de deslocação.

Para além deste subsídio, de acordo com a notícia, quando viajam, pelo menos estes sete deputados referidos pedem de volta ao Estado dinheiro que não gastaram, recorrendo ao subsídio de insularidade para residentes nas ilhas, o que dizem ser legal.

Comentários
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  • André Souza
    17 abr, 2018 vila pouca de aguiar 17:06
    Mas já tinha decidido ir embora antes do caso "rebentar"...cheira mal este comportamento do bloco
  • Anónimo
    17 abr, 2018 00:21
    Ao menos pediu desculpa e renunciou. Teve vergonha na cara, coisa que nunca aconteceria nos partidos do centrão. O BE continua a ter o meu voto.
  • Para refletir...
    16 abr, 2018 Almada 17:09
    Alguns comentários mostram um dos grandes problemas do país, o povo que gosta tanto de dinheiro como alguns que critica, o problema é que também queriam! Sempre que há (apenas) dinheiro em jogo, aparecem estes comentários.
  • melo
    16 abr, 2018 lisboa 16:35
    A culpa é do MELO ANTUNES.
  • fanã
    16 abr, 2018 aveiro 15:34
    Este ainda pede "desculpa" e abandona o cargo , os outros mais, que estão com as mãos sujas há Anos a fio por diversas razões ficam assapados no quentinho !
  • Pedro Godinho
    16 abr, 2018 Lisboa 15:26
    Renunciou ao mandato de deputado do Bloco de Esquerda porque foi denunciado pela comunicação social, caso contrário continuava a receber os inúmeros abonos e benesses concedidos pelo Estado aos deputados, Estado esse que não tem dinheiro para tratar os portugueses com dignidade.
  • Para refletir...
    16 abr, 2018 Almada 15:06
    Parece que neste país só o cidadão comum e os deputados/ministros é que têm de ser correctos! Outros podem cometer erros à vontade que não há problema! E o povo que já foi manipulado não vê isso!
  • João Lopes
    16 abr, 2018 Viseu 15:01
    “Quero, por isso, apresentar o meu pedido de desculpa": só? Deve pedir a demissão de deputado!
  • iFernando
    16 abr, 2018 Porto 14:18
    Um Lula português?
  • João Lourenço
    16 abr, 2018 Portimão 13:15
    É sempre uma atitude louvável. Mas foi mesmo por sua iniciativa ou foi o BE que o forçou a tomar a decisão ?