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D. Manuel Clemente deixa alertas sobre eutanásia e lamenta "distorção mediática"

14 fev, 2018 - 22:20 • com Ecclesia

Cardeal Patriarca falou na homilia da missa de quarta-feira de Cinzas.
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O cardeal patriarca de Lisboa diz que só o “Deus da vida” pode evitar os “desastres” na vida da Igreja e da sociedade, numa homilia em que deixou referências às questões do aborto e da eutanásia.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa apelou a uma “fortíssima Quaresma de sentimentos e olhares”, alertando para a “distorção mediática do mundo”.

D. Manuel Clemente sublinhou a importância de ajudar quem precisa, “envolvendo a todos num amor que cuida e não deixa ninguém desistir de viver”.

“O propósito essencial só pode ser este: estar decididamente do lado do Deus da Vida, que nos levará a uma convivência total, de presença e de espírito. De presença, para acompanharmos cada ser humano no arco inteiro da existência terrena, da conceção à morte natural”, referiu.

D. Manuel Clemente lembrou que “iniciamos uma Quaresma verdadeiramente libertadora de quando nos impede de viver e conviver com Deus e com os outros. Com ele acompanharemos qualquer pessoa numa atitude envolvente e paliativa em especial quando mais frágil do corpo ou do espírito”.

O cardeal que “a graça especial da Quaresma é precisamente esta: de nos tocar o coração e nos converter à realidade”.

“Comecemos pelo nosso próprio coração exposto e disposto à graça de Deus, acolhendo a palavra, fazendo penitência, acorrendo a quem precisa, envolvendo a todos o amor que cuida e não deixa ninguém desistir de viver”.

É urgente uma Quaresma de sentimentos e olhares. O apelo de D. Manuel Clemente foi deixado na homilia da missa de quarta-feira de Cinzas. O Cardeal Patriarca de Lisboa sublinha a necessidade de um olhar benévolo num mundo cada vez mais mediatizado.

“Numa sociedade de comunicação intensa em todo o tipo de redes sociais ou outras como é necessária e urgente uma fortíssima Quaresma de sentimentos e olhares. Há um círculo de oferta e procura no mundo mediático, de indução mútua entre desejo e oferta, dão-nos o que procuramos e assim mesmo o sustentamos. Um olhar benévolo acabaria por atrair benevolência assim como Deus persiste em olhar-nos e converter-nos”, disse.


Comentários
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  • Vera
    15 fev, 2018 Palmela 15:32
    “a graça especial da Quaresma é precisamente esta: de nos tocar o coração e nos converter à realidade”. “Comecemos pelo nosso próprio coração exposto e disposto à graça de Deus, acolhendo a palavra, fazendo penitência, acorrendo a quem precisa, envolvendo a todos o amor que cuida e não deixa ninguém desistir de viver”. Estas Palavras vêm numa altura muito propícia! não só por estarmos na Quaresma, mas porque há pessoas a sofrerem! uns porque estão com problemas graves de saúde, outros são os familiares, que estão aflitos, preocupados!... Se eu fosse médica, nesta altura de insensatez, mudava de profissão! assim não assumia culpas... Não foi há muito tempo, que ouvi um médico dizer-me, que "os problemas da consciência de cada um, são um grande mal! é muito sério! não imagina!" Não falávamos da eutanásia, mas também tinha a ver com a morte (a cremação: que uns acham melhor, outros não suportam...) A vida é feita, de feitos e contra feitos, não devia de ser... temos que perceber, que estamos na vida de passagem! e que não mandamos uns nos outros! A cima de nós, há Quem mande! só temos que respeitar os 'Mandamentos'. "Não matarás" "ajuda o teu próximo..." E se a eutanásia matar, não vão só os que estão em sofrimento... Vai matar muita gente! conscientes e inconscientes. Bem Haja, Sr. Cardeal.
  • João Lopes
    15 fev, 2018 Viseu 08:26
    A defesa da vida, em todas as circunstâncias, é a defesa da humanidade. Os promotores da cultura da morte − aborto e eutanásia − atentam contra a dignidade da pessoa humana: são os "bárbaros" e os "monstros" destes tempos…A eutanásia e o suicídio assistido são diferentes formas de matar. Os médicos e os enfermeiros existem para defender sempre a vida humana e não para matar, nem serem cúmplices do crime de outros.