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Dia da Rádio

José Cid ensaia “fado dos U2” na Renascença

08 fev, 2018 - 21:57

Open Day da Renascença contou com a presença de um dos artistas portugueses mais importantes das últimas décadas. José Cid na primeira pessoa.
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José Cid no Open Day da Rádio na Renascença
José Cid no Open Day da Rádio na Renascença
  • Ouça a entrevista, na íntegra, a José Cid

José Cid foi um dos convidados especiais do Open Day da Renascença. Recordou o passado desportivo, criticou a falta de voz de Bono Vox e Elton John e ensaiou uma versão fado de um tema dos U2.

Nesta entrevista no dia em que a rádio abriu a porta aos ouvintes, José Cid começou por ir ao baú das memórias e recuou aos tempos em que foi campeão universitário de ténis de mesa e de triplo salto, com uma marca a “35 ou 40 centímetros” do registo da recordista nacional Patrícia Mamona.

Falou de “Clube dos Corações Solitários do Capitão Cid”, o seu novo disco “com uma capa polémica até às orelhas”, e do amor pelo fado: “ainda ontem cantei um o fado. Sou um fadista amador”.

Actualmente, diz estar concentrado em “O som da guitarra é a alma de um povo”, a música que escreveu e vai cantar para o Festival da Canção deste ano.

José Cid, que comemorou este mês o 76º aniversário, explica o segredo da sua boa forma artística e da longevidade da sua voz.

“Que culpa é que eu tenho que cantores com menos dez anos do que eu já estejam com as vozes todas acabadas. Problema deles. Não é o bilhete de identidade que acaba com o artista, é o artista que se torna velho, porque não cuidou de si, não poupou a voz, fumou toda a vida, bebeu toda a vida, andou na noite toda a vida e isso não é bom para as cordas vocais. Eu fiz muito desporto. Não envelheçam tão depressa.”

No Open Day da Renascença, José Cid reafirmou que está com melhor voz do que Bono, dos U2, e estendeu as críticas a outros monstros sagrados da música internacional.

“O Bono Vox já não está a cantar como estava, o Elton John também não, o vocalista dos Pink Floyd, coitado, também está sem voz nenhuma, e insistem em cantar sem voz. Não há nada pior do que uma pessoa correr em Fórmula 1 e depois ter de acabar em ‘Rally Paper’”, afirma o artista português, um dos elementos da mítica banda Quarteto 1111.

“Eu sou fã do Elton John e da sua obra, até me chamam o Elton John português – é mentira, não sou nada -, fui ver o último concerto do Elton e foi dececionante”, lamenta José Cid.

Cid promete fazer uma versão em fado do tema dos U2, “Where the streets have no name”, e aos microfones da Renascença arriscou cantar uma parte do refrão.

“Eu vou gravar isto em fado. Vocês vão ver”, promete o artista português.

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