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​Problemas na Autoeuropa provocados por especialistas em “causar agitação”

05 fev, 2018 - 11:56

Trabalhadores e administração da empresa ainda não conseguiram chegar a acordo sobre novo horário na fábrica da Volkswagen.
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O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, considera que o problema na Autoreuropa está relacionado com pessoas que pretendem “causar agitação”.

“Todos nós que trabalhamos sabemos que há pessoas que têm uma especialidade: causar agitação. Da UGT não são de certeza, pois não temos esse tipo de comportamento. Agora, quando estamos num plenário de trabalhadores e há três ou quatro que inflamam as assembleias, designadamente alguns que pertencem à Comissão de Trabalhadores, que tomam uma posição à mesa das negociações e depois vêm cá para fora dizer o contrário, não me parece correcto”, diz o sindicalista, em declarações à Renascença, no mesmo dia em que há nova ronda de conversações entre a administração e os trabalhadores.

Em cima da mesa permanece a falta de entendimento sobre o novo horário estipulado pela empresa, que inclui o trabalho ao sábado, devido à produção do novo modelo T-Roc. A Autoeuropa deverá atingir este ano uma produção de 240.00 automóveis, a grande maioria do T-Roc, veículo que o grupo alemão Volkswagen pretende construir apenas na fábrica de automóveis de Palmela e que está a ter muito boa aceitação no mercado.

Questionado sobre quem são esses causadores de agitação, Carlos Silva não tem dúvidas que têm filiações sindicais e/ou partidárias.

“Não há questões inorgânicas na vida sindical. Na vida sindical, os sindicatos posicionam-se, tentam fazer o seu melhor, sejam da UGT, da CGTP ou de outros quaisquer”, garante.

UGT acredita em negociações

Carlos Silva garante, no entanto, que não está "pessimista".

"Julgo que há sempre margem para resolver as questões. Agora tem havido alguma acalmia sobretudo na agenda mediática. Há condições neste momento para a Comissão de Trabalhadores fazer o seu trabalho, colocaremos este assunto ao senhor Presidente da República, li com muita atenção a carta do Dr. Silva Peneda dirigida aos parceiros sociais. Há um conjunto de actores da politica e da sociedade em Portugal que estão preocupados com a situação. Nós também estamos mas agora queremos contribuir é para a acalmia da situação e para que realmente uma solução seja encontrada", diz.

O líder da UGT faz ainda uma antevisão do passado na empresa. "Na Autoeuropa aconteceu uma coisa interessante que foi durante mais de 20 anos houve paz social na empresa. Houve um grande respeito pela CT, tem muito a ver com a liderança", remata.

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  • MASQUEGRACINHA
    05 fev, 2018 TERRADOMEIO 16:25
    Estou a ver que a Autoeuropa já está mais robotizada do que julgava... pois parece que os trabalhadores, que até votam individualmente em assembleias, são robôs ou criancinhas manipuláveis. Daí, vai-se a ver, a necessidade de mais creches. Do Sr. Carlos Silva e das suas amplas "margens para resolver as questões" não guardo nada boas recordações dos tempos da troika, antes a ideia de falta daquele toque de "agitação" que distingue um sindicalista "orgânico" de um "inorgânico"... Há bem pouco tempo, ouvi alguém culpabilizar o Sr. Chora pela situação, por se ter cobardemente ido embora!!!! Ao que chegou o sindicalismo neste país, a precisar de carismáticos salvadores e a servir descaradamente agendas políticas. Caso que não é só o da UGT, nem sequer principalmente o da UGT, que, enfim, não surpreende muito. A CGTP tem dado muitos tiros no pé. Felizmente, os trabalhadores não são criancinhas nem robôs.
  • DR XICO
    05 fev, 2018 LISBOA 15:21
    Raramente estou de acordo com o Sr Carlos Silva da UGT, mas desta acertou na muge, há infiltrados do PCP para destabilizar a empresa e tomarem o poder a salto acabando com a comissão de trabalhadores. Já esta CT nada tem a ver com a anterior que durante 20 soube merecer o respeito dos colegas e da empresa, estes ao que parece negoceiam uma coisa e vem cá para fora dizer outra só para agradar. Volta Chora para meteres vergonha e dignidade a essa gentalha.