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Ranking do ensino básico. Escolas públicas recuperam lugares em 2017

03 fev, 2018 - 00:00 • Fátima Casanova , Rui Barros

Nos primeiros 20 lugares há agora duas públicas quando em 2016 não havia nenhuma. A melhor pública repete o título pelo quarto ano consecutivo.
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Depois de em 2016 terem perdido terreno (e, pela primeira vez, desde que se realizam provas finais não terem colocado nenhuma entre as 20 primeiras), as escolas públicas recuperaram terreno em 2017. Há duas no “top” 20.

Os títulos de melhor pública e de melhor privada mantêm posições face ao ranking de 2016. A primeira, é a Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra. Quanto ao ensino privado, o dono da melhor média nas provas do 9º ano foi o Colégio Luso-Francês, no Porto.

Pelo quarto ano consecutivo, a Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, conquista o título de melhor pública do 9º ano, com uma média, ligeiramente acima dos 4 valores (numa escala de 0 a 5), tendo por base as notas das provas finais de português e de matemática.

Esta escola de Coimbra trepou sete lugares na tabela geral (que engloba as escolas públicas e privadas), aparecendo agora em 15.º lugar (em 2016 estava em 22.º).

Também entre as 20 melhores instituições de ensino está a Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, com uma média de 3,92 – mantém o título de segunda melhor. Completa o pódio, como terceira melhor escola pública, a secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro (3,81), que em 2016 era a 9.º melhor pública. Na tabela geral está no 29.º lugar.

O ranking das melhores instituições do 9º ano é liderado, no entanto, pelo Colégio Luso-Francês, no Porto, com uma média de 4,22. Este colégio repete o título pelo segundo ano consecutivo. Logo atrás está o Colégio D. Diogo de Sousa, de Braga (4,21) que subiu do quinto lugar, depois de ter liderado este ranking em 2014 e 2015.

Para o terceiro lugar há uma estreia: o Colégio Moderno, em Lisboa (4,17), que destronou o Colégio de Nossa Senhora de Fátima, no concelho de Leiria, que caiu para o oitavo lugar.

Neste ranking, a Renascença considerou apenas as escolas onde se realizaram 100 ou mais provas no conjunto de duas disciplinas, Português e Matemática, tendo por base dados divulgados pelo Ministério da Educação, tratados pela Universidade Católica para o jornal “Público”.

Notas subiram para os melhores valores dos últimos 4 anos.

Em 2017 aumentou, e muito, a percentagem de escolas com média positiva: 40%, o valor mais alto dos últimos 4 anos e uma subida de 15% face ao ano anterior (quando só um quarto das escolas tinha tido 3 ou mais valores de média, numa escala de 0 a 5).

Também em 2017 mais do que triplicaram as instituições de ensino que tiveram média superior a 4 valores no conjunto das provas de Português e Matemática quando em 2016 apenas cinco colégios conseguiram ultrapassar esse patamar.

A melhoria de notas também se fez sentir no fundo da tabela, com a redução de onze para seis, do número de escolas com média inferior a 2, quatro delas ficam no distrito de Lisboa.

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