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Professores estão prontos para a luta

17 jan, 2018 - 20:38

Docentes deixam exigências ao Governo e recordam compromissos assinados em Novembro.
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Os sindicatos da educação deixam um aviso ao Governo de que "ou honra os compromissos" assinados em Novembro, ou os professores entram em luta, e não vão esperar pelo fim do ano para o fazer.

"O que estamos a pôr em cima da mesa são exigências, de facto, em nome dos professores, ao Ministério da Educação e ao Governo. Estamos a dizer-lhes que não admitimos que estejam agora a negar na prática o que a 18 de Novembro foi negociado pelas partes. Estamos a dizer-lhes que não admitimos uma postura negocial que não é negocial, é ditatorial", disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, em conferência de imprensa em Lisboa.

O líder da Fenprof falava em nome das 10 estruturas sindicais, que hoje se reuniram e que a 18 de Novembro assinaram com o Governo uma declaração de compromisso relativa ao descongelamento, reposição e progressão na carreira docente que, do ponto de vista dos sindicatos, não está a ser respeitada pelo executivo.

Não só exigem a reabertura de negociações relativas ao acesso ao 5.º e 7.º escalões da carreira, já dadas por terminadas, sem o acordo dos sindicatos, e do reposicionamento de um grupo de docentes que entrou na carreira já depois do congelamento das carreiras na função pública, como exigem abertura negocial para as matérias que ainda serão discutidas.

"Não decidimos nada hoje, porque hoje queremos avisar o Governo que é preciso mudar a forma como tem estado nos processos negociais, honrar os compromissos de Novembro. Se isso acontecer, ainda bem, porque a melhor luta é sempre aquela que não é preciso fazer. Se não acontecer, não teremos nenhuma dificuldade em avançar para a luta", disse Mário Nogueira.

Sobre a série de reuniões que os sindicatos da educação ainda vão ter com o Governo sobre as carreiras, Mário Nogueira disse que serão "oportunidades que o Governo vai ter de apresentar propostas positivas e que vão ao encontro do compromisso que assumiu", e que terminadas as negociações os sindicatos voltam a reunir-se, em final de Janeiro ou início de Fevereiro, para tomar decisões e analisar que "formas de luta mais avançadas" podem ser desenvolvidas se o Governo não ceder.

Em cima da mesa estão manifestações ou greves, que podem ser de um dia, de uma semana ou às avaliações do 2.º período, que não estão sujeitas à determinação de serviços mínimos, como acontece nos exames nacionais, referiu Mário Nogueira, que não descartou também a hipótese de os sindicatos aproveitarem como momento de luta o dia 8 de Março, em que se vão assinalar os 10 anos da grande manifestação de professores que em 2008 levou 100 mil docentes à rua.

"Se o Governo ou o Ministério da Educação pensam que como em anos anteriores vão arrastar estes processos negociais para o final do ano, porque depois se cria mais dificuldade em lutar, porque depois vêm os serviços mínimos dos exames, não vão ter essa possibilidade, porque não vamos deixar que isto seja empurrado para o período em que é difícil poder lutar", disse o líder da Fenprof.

Decidido ficou já que ainda esta semana os sindicatos vão enviar uma carta aberta ao primeiro-ministro, António Costa, a expor a situação e a pedir uma audiência, e pedir que nas fases de negociação suplementar solicitadas pelos sindicatos à tutela, que são fases de negociação política, as reuniões aconteçam em mesa única, com todos os representantes sindicais sentados à mesma mesa negocial.

"Tendo as negociações chegado a uma fase que não é positiva, mas impositiva, vamos chamar os colegas para se concentrarem junto ao Ministério da Educação nestes momentos de negociação política", adiantou Mário Nogueira.

Comentários
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  • Prof
    18 jan, 2018 Torres Novas 18:21
    DR XICO Estás a esquecer que os professores também não trabalham ao fim de semana. Só aí são mais 24 dias por ano. E se contarmos que a maioria dorme 8 horas por dia são mais 120 dias por ano. É só somar e se não souberes pergunta a algum professor de matemática que com o tempo todo que tem sem fazer nada se calhar tem um tempito para te explicar.
  • António dos Santos
    18 jan, 2018 Coimbra 11:28
    Os chulos da classe de professores, já estão preparados, para roubar mais os portugueses. Não vejo esta classe privilegiada, pedir ao ME, que lhes dê formação, que mais de metade precisam. O ensino está uma lástima, porque os professores, não têm vocação, nem qualidade.
  • DR XICO
    18 jan, 2018 LISBOA 11:22
    PRONTOS PARA A LUTA PROFESSORES EXIGEM MAIS DIAS DE FÉRIAS PARA ALEM DOS QUE TEM: Natal 15, Carnaval 5, Pascoa 15, (férias grandes alunos de 15 junho a 11 Setembro 85 dias o que faz no tal 120 dias OS PAIS QUE FAÇAM AS CONTAS EM CASA Já que os professores se desculpam com as reuniões e formações que todos sabemos que são feitas na praia
  • Sai palha
    18 jan, 2018 Lisboa 08:42
    Sempre preparados para a luta. O Nogueira a seguir ao Santana é outro "Menino Guerreiro" Que também por nunca ter feito nada na vida continua folgado e pronto para a luta.
  • luque
    17 jan, 2018 viseu 21:40
    O Júlio Nogueira, fraco aluno, professor sem exercer; está pronto para a LUTA??!! Essa luta é NIVELAR por BAIXO, e nesse nível bate todos, pela PROMOÇÃO por tempo de serviço, NUNCA POR MÉRITO ou COMPETÊNCIA!!!! julio passaram 44 anos do 25 abril, mas tu és um ditador em regime democrático!!! Como todos os comunistas julios, só direitos e ausência de obrigações!!! O estado somos todos, os julios são da esquerda.
  • xpto
    17 jan, 2018 Bar 20:48
    Vai mas é trabalhar