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Como é a vida de um jovem compositor português?

15 jan, 2018 - 06:39 • Maria João Costa

Quando falamos de compositores, é normal pensarmos em Bach, Beethoven ou Mozart. Neste Dia Mundial do Compositor, a Renascença foi saber como é ser um jovem compositor em Portugal, em 2018.
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Até aos 20 anos, Tiago Cabrita dedicou-se ao violino, mas depois percebeu que a composição musical seria o seu futuro. Hoje com 33 anos, este jovem compositor português tem uma licenciatura em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa onde foi orientado por compositores portugueses como João Madureira, Luís Tinoco e Carlos Marecos. Ao currículo soma o Mestrado em Composição sob a orientação de António Pinho Vargas e Carlos Marecos.

Percurso académico à parte, Tiago Cabrita tem já três óperas da sua autoria apresentadas ao público. Começou em 2012 quando estreou a ópera “A Vida Inteira” com libreto do poeta António Carlos Cortez, a partir de um poema de Ruy Belo, que contou com a encenação de Luiz Miguel Cintra e foi apresentada no Teatro Nacional de São Carlos.

Tiago Cabrita fala em “sorte” por ter apresentado este primeiro trabalho “na casa de ópera por excelência em Portugal”.

Seguiu-se a ópera “O Deus do Vulcão” em 2015 que foi apresentada no Festival Ao Largo, em Lisboa e que nas palavras deste jovem compositor “foi a primeira ópera a fundir a música do Gamelão de Java (da música tradicional da Indonésia) com a musica ocidental”. Para este compositor que leciona no Colégio Moderno desde 2007, compor é “partilhar com quem toca e com quem ouve”.

Mas será fácil viver da música? Tiago Cabrita contorna a palavra “difícil” e explica que “a haver compositores que vivem a 100 % da composição serão excepções. Cerca de 90% dos compositores vivem dando aulas. É uma actividade que serve para complementar a de compositor”.

No seu caso, explica-nos que é o contrário. As aulas são o que o sustentam e em “paralelo” é compositor.

Tiago Cabrita apresenta, no próximo mês de Fevereiro, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, "O Jardim” – a última ópera que compôs inspirada num conto do escritor brasileiro Ruben Fonseca.

Para si, compor ópera é poder “conjugar o lado literário/dramático e a encenação”, além da escrita para música e voz. Ofícios de um compositor neste dia 15 de Janeiro, Dia Mundial do Compositor.

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