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Rui Rio: “Não sou dos corredores do poder. Sou livre”

12 jan, 2018 - 23:52

Candidato à liderança do PSD termina campanha com ataques ao Governo de António Costa, mas com a garantia de que também vai dialogar em nome do interesse nacional.
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Rui Rio terminou a campanha para as eleições do PSD com uma manifestação de crença na vitória, críticas ao Governo de António Costa e promessas de diálogo para resolver os problemas de Portugal. Garante que vai ser um líder livre, que não anda nos “corredores do poder” e recorda que nunca perdeu uma eleição.

Num comício realizado em Vila Nova de Gaia, o candidato à liderança do PSD recordou a frase de Sá Carneiro: “Primeiro Portugal, depois o partido”, para defender a construção de pontes em nome do interesse nacional.

“Quando Portugal tem problemas de uma dimensão tal que nenhum partido sozinho está capaz de conseguir resolvê-los, é nossa obrigação, seja de que partido for, dialogar com os outros e juntamente com os outros procurar resolver o problema de Portugal, sem olhar a componentes tácticas nem a interesses dos dirigentes nem do partido”, declarou Rui Rio, dando como exemplo a reforma da Segurança Social, Justiça e política florestal.

"Nunca perdi uma eleição". E respeito por Santana

O antigo presidente da Câmara do Porto recorda que nunca perdeu uma eleição na sua vida. Rui Rio acredita que pode ganhar o PSD e ser primeiro-ministo: “Ao longo da minha vida nunca perdi uma eleição. Se amanhã se cumprir esta tradição, em 2019 nas legislativas aquilo que será anormal é o PS ganhar, aquilo que será normal é nós ganharmos”.

Rio também acredita que este sábado terá uma "grande vitória" nas directas sociais-democratas. "Vamos ter nós e todo o PSD”, declarou o candidato no derradeiro comício. “No dia seguinte continuaremos a ser um só partido”, afirmou num apelo à união.

Rui Rio deixou uma palavra de respeito ao adversário, Pedro Santana Lopes, e criticou quem diz que o próximo líder vai ser para apenas dois anos, numa referência às declarações de Miguel Relvas em entrevista à Renascença e ao “Público”.

“Quando não estamos em lado nenhum ou quase em lado nenhum e ainda as eleições não se fizeram e já se vem dizer que o próximo líder vai ser líder apenas líder por dois anos, apostando na vitória do adversário e na nossa derrota, esses já eu não posso saudar, porque esses já não têm a mesma lógica de participação política que eu entendo que se deve ter no PSD”, declarou o antigo presidente da Câmara do Porto.

“Não tiveram a coragem de se apresentar e ficam à espera que tudo corra mal. Esse poderá ser um PSD da corte, dos corredores do poder, mas não é o PPD/PSD de Sá Carneiro, de Balsemão e dos militantes que a troco de nada estão a apoiar ambas as candidaturas”, prosseguiu.

“Se há coisa que eu não sou é dos corredores do poder. Sou livre. Não tenho amarras, as minhas únicas amarras é aos nossos militantes, aos portugueses e, acima de tudo, às minhas convicções”, atirou Rui Rio.

Ataque ao Governo que só "descobriu o interior por causa dos fogos"

O candidato à liderança do PSD afirma que a sua vitória nas eleições deste sábado será uma “grande alegria e uma grande responsabilidade”.

“Em nome do futuro do país, Portugal precisa de um novo Governo, um Governo que olhe mais para o futuro de todos nós e menos para aquela simpatia que pode conseguir no dia de amanhã através de qualquer pequena benesse que consiga dar”, declarou Rui Rio.

Também criticou o executivo de António Costa "pelo interior que só descobriu recentemente por causa dos incêndios", prosseguindo depois pelo elogio aos autarcas portugueses, de quem disse "vai precisar, depois de vencer as eleições, para conhecer a realidade do país".

"Não podemos ter a sociedade a pensar de uma maneira e o PSD de outra. A sociedade portuguesa tem de estar representada dentro do nosso partido. Só conseguindo isto conseguiremos vencer", alertou Rui Rio, que quer "uma economia mais competitiva" e "contrária ao modelo que vigora em Portugal".

Reclamando em nome dos jovens que "se querem ganhar 800 euros por mês têm de emigrar", o candidato desejou que nunca mais Portugal "tenha de voltar a chamar a troika".

As eleições directas estão marcadas para este sábado. Cerca de 70 mil militantes vão escolher o sucessor de Pedro Passos Coelho na liderança do PSD.

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  • Armindo Ribeiro
    13 jan, 2018 Ovar/Espinho 11:57
    O Rui Rio é ganhador (FEP- ganhou a Associação de Estudantes á UDP e não Os saneou, pelo contrário permitiu a continuidade dos alunos na Secçåo de Textos. Isto serve para mostrar o caráter do Rui Rio.
  • 13 jan, 2018 palmela 01:46
    que renasça um novo sa carneiro!